O ativista brasileiro Thiago Ávila chegou ao Brasil nesta segunda-feira (11), após ser mantido preso por “Israel” durante 10 dias, e foi retido pela Polícia Federal (PF) no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Ávila foi sequestrado pelas forças armadas israelenses em 30 de abril, quando participava de uma nova missão da Flotilha Global Sumud, que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
O ativista chegou ao aeroporto por volta das 17h30, em escala antes de seguir para Brasília. Organizações de defesa da Palestina preparavam uma recepção a Ávila em Guarulhos, além de uma coletiva com jornalistas presentes no local.
Antes de conseguir seguir viagem, no entanto, Ávila foi retido pela PF para interrogatório. A informação foi repassada por organizações que acompanhavam sua chegada ao aeroporto. O depoimento terminou por volta das 18h30, quando foi informado que o ativista havia sido liberado.
A ação da PF ocorreu depois de Thiago Ávila ter passado 10 dias sob poder do regime sionista. O ativista havia sido preso por “Israel” durante a interceptação da Flotilha, iniciativa internacional que buscava romper, ainda que parcialmente, o bloqueio imposto contra Gaza e denunciar a situação da população palestina.
A retenção em Guarulhos mostra o caráter político da perseguição contra os ativistas que denunciam o genocídio palestino. Depois de ser sequestrado por “Israel”, Ávila foi submetido a um interrogatório pela polícia brasileira, em vez de ser recebido como vítima de uma agressão cometida por um regime estrangeiro contra um cidadão brasileiro.
O caso ocorre em meio à continuidade do massacre na Faixa de Gaza. Desde outubro de 2023, “Israel” intensificou o genocídio no território palestino, com bombardeios, destruição de bairros inteiros, bloqueio da entrada de alimentos e ataques sistemáticos contra civis. O cerco imposto desde 2007 já havia colocado os 2,4 milhões de habitantes de Gaza em uma situação de privação permanente.
No caso de Thiago Ávila, a prisão se prolongou por dez dias. Durante esse período, organizações de defesa da Palestina denunciaram abusos contra o ativista e cobraram medidas do governo brasileiro para garantir sua libertação.
Em vez de investigar a agressão cometida por “Israel” contra um brasileiro, a Polícia Federal submeteu o ativista a perguntas no momento de sua chegada ao Brasil, demonstrando sua subserviência total ao sionismo. O episódio ainda mostra que a pressão contra os defensores da Palestina não se limita ao território controlado por “Israel”. A censura, os processos, as ameaças e os interrogatórios aparecem como parte de uma mesma política: intimidar todos os que denunciam o massacre em Gaza e a colaboração internacional com o regime sionista.





