Professores da rede municipal de Belo Horizonte decidiram, em assembleia realizada na terça-feira (5), na Praça da Estação, manter greve por tempo indeterminado. Cerca de 850 trabalhadores da educação votaram pela continuidade da paralisação, em meio à insatisfação com a administração municipal e à falta de negociação real.
A greve segue como resposta ao impasse entre os trabalhadores da educação e a Prefeitura de Belo Horizonte. O movimento aponta falta de profissionais de apoio, problemas na proposta de ensino integral e risco de substituição gradual de professores por monitores. Para os docentes, essa mudança representa rebaixamento das condições de ensino e ameaça à escola pública.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Belo Horizonte criticou a postura da prefeitura, afirmando que a gestão minimiza as reivindicações da categoria. A falta de avanço nas conversas reforçou a decisão de manter a paralisação. Os professores cobram propostas concretas da Secretaria Municipal de Educação para resolver os problemas nas unidades escolares.
Além da greve, os professores buscam ampliar o contato com pais e estudantes. Atividades nos bairros foram planejadas para explicar a paralisação à população e mostrar que a interrupção das aulas é um instrumento de pressão diante dos problemas acumulados na rede municipal. O movimento também reivindica a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a gestão da educação em Belo Horizonte.


