O abastecimento de água foi interrompido em 67 localidades de Cuiabá atendidas pela Estação de Tratamento Tijucal na quarta-feira (22) e na madrugada de quinta-feira (23). Segundo a concessionária Águas Cuiabá, interrupções no fornecimento de energia elétrica causaram a paralisação do sistema. A concessionária de energia elétrica já foi acionada para restabelecer o serviço. A previsão divulgada é de que o abastecimento seja normalizado gradualmente até o início da manhã de sexta-feira (24), conforme a pressurização das redes. A concessionária lamentou os transtornos causados e informou que clientes que necessitarem de abastecimento emergencial por caminhão-pipa podem solicitar o serviço pelos canais de atendimento.
A Energisa informou que a queda foi causada por um problema interno e de responsabilidade da Águas Cuiabá. A falha afetou diversas regiões da capital mato-grossense, incluindo bairros e condomínios residenciais em várias zonas da cidade.
Entre as localidades impactadas estão Boa Esperança, diversos condomínios residenciais, Império do Sol, Jardim Botânico, Jardim das Flores e dezenas de outros bairros. A população ficou sem água para consumo e uso doméstico durante o período crítico do problema. Moradores relataram dificuldades para realizar atividades básicas do cotidiano e expressaram preocupação com a demora na solução do problema.
O episódio evidencia o descaso da prefeitura com a infraestrutura básica de saneamento e energia da cidade. As declarações oficiais vagas de que a situação será normalizada visam esconder a falta de soluções reais para a prevenção e resolução rápida dos problemas da rede elétrica da cidade. A ausência de investimentos adequados em manutenção preventiva e em sistemas de contingência deixa a população à mercê de falhas recorrentes que poderiam ser evitadas com planejamento e gestão competente, se a política neoliberal não levasse a repetidos cortes de gastos na Energisa para maximizar os lucros dos acionistas. O problema se repete periodicamente em Cuiabá, demonstrando que as autoridades municipais não têm compromisso efetivo com o bem-estar da população.


