O líder do partido Ansar Alá, Abdul-Malik al-Houthi, afirmou na quinta-feira (16) que os Estados Unidos aceitaram um cessar-fogo com o Irã apenas após sofrerem perdas militares graves durante o conflito. Segundo ele, a decisão foi tomada por necessidade, após a coalizão liderada por Washington enfrentar dificuldades no campo de batalha.
De acordo com al-Houthi, as forças norte-americanas e seus aliados sofreram baixas significativas em termos de soldados e equipamentos militares. Ele mencionou a destruição de aeronaves, bases militares e perdas econômicas decorrentes das operações.
O líder iemenita também destacou que o conflito fazia parte de uma disputa mais ampla na região, envolvendo diferentes forças e interesses. Segundo ele, o objetivo dos ataques era enfraquecer o Irã e sua influência regional.
O cessar-fogo foi mediado por negociações internacionais, embora sem acordo definitivo entre as partes. As conversas enfrentaram dificuldades devido a exigências absurdas apresentadas pela delegação dos Estados Unidos.
Al-Houthi também afirmou que diversos países europeus e integrantes da OTAN optaram por não participar diretamente do conflito, citando preocupações com impactos econômicos e instabilidade global.
O dirigente iemenita afirmou ainda que o conflito teve repercussões em toda a região, com participação indireta de outros países e utilização de territórios e espaços aéreos para operações militares.





