Desde 28 de fevereiro de 2026 até a semana passada, a navegação pelo Estreito de Ormuz, crucial para o abastecimento energético global, caiu 94% devido à agressão dos Estados Unidos e de “Israel” contra o Irã. Esse bloqueio estratégico transformou o Golfo Pérsico em um cemitério de cargueiros, paralisando a economia mundial e revelando o erro de cálculo das potências imperialistas, que subestimaram a capacidade de resposta iraniana.
Mais de 3.500 navios ficaram detidos na região até a semana passada, antes do cessar-fogo. Dos 181 navios que conseguiram navegar por Ormuz no último mês, a maioria, 125, é do Irã ou de seus aliados diretos. A crise em Ormuz desmentiu a ideia de que o mundo está pronto para abandonar o petróleo.
Tentou impedir
No Brasil, a ex-ministra Marina Silva tentou impedir a exploração de petróleo por motivos ambientais, mas a realidade da guerra provou que o petróleo ainda é essencial para a economia mundial.
Com o fechamento do estreito, por onde escoa um quinto da demanda global de óleo, os preços dos combustíveis alcançaram recordes históricos. A tentativa de sufocar o Irã resultou no sufocamento das próprias cadeias de suprimento ocidentais, mostrando que não há transição energética capaz de sobreviver ao corte do fornecimento do Golfo Pérsico.
O bloqueio iraniano foi preciso. Navios dos EUA e de “Israel” foram atacados ou barrados, com 24 ataques registrados desde março. No entanto, o Irã permitiu exceções para países que reconhecem sua soberania, como China, Índia, Paquistão e Turquia, que mantiveram o trânsito de mercadorias após negociações. O Iraque, aliado próximo, também foi isento das restrições. Até o Brasil teve petroleiro liberado.
Os EUA tentaram desestabilizar rapidamente o regime iraniano, mas colheram um estrangulamento econômico que ameaçou a infraestrutura global, forçando-os a recuar.
Cadê os boicotadores?
Surge a pergunta: onde está Marina Silva? A ex-ministra e agora pré-candidata ao Senado por SP, que tentou barrar a exploração do petróleo nacional, agora assiste ao colapso de sua visão em silêncio. Com os preços do diesel e do querosene nas alturas, a pré-candidata ao Senado por SP não sugere alternativas para o Brasil sem hidrocarbonetos. Talvez seu plano de transição energética envolva substituir caminhões por charretes ou trocar motores por cavalos. A realidade se impôs, e os defensores do “petróleo zero” desapareceram.





