O presidente de Taiuã, Lai Ching-te, propôs um reforço militar de quase US$40 bilhões em meio às tensões com a China. A medida surge apenas alguns dias após a líder do principal partido de oposição, o Kuomintang, viajar ao continente em busca de reaproximação — a primeira visita desse tipo em uma década.
A crise em torno de Taiuã tem origem em 1949, quando as forças contrarrevolucionárias de Chiang Kai-shek fugiram para a ilha após a derrota na guerra civil chinesa. A China considera a ilha parte de seu território soberano sob a política de “Uma Só China”, que a maioria das nações da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo os Estados Unidos e a Rússia, reconhece.
Lai apresentou o massivo projeto de lei de gastos militares em uma reunião do principal órgão de decisão de seu partido, definindo-o como uma forma de combater a “ameaça do autoritarismo”. A proposta ocorreu poucos dias após legisladores norte-americanos, o principal fornecedor de armas de Taiuã, visitarem a ilha.
No início desta semana, Lai fez um discurso posicionando a força militar, a cooperação com aliados “ocidentais” e regionais e a “igualdade e dignidade” como os requisitos fundamentais para a paz no Estreito de Taiuã.
“Em suma, Taiwan não faz parte da República Popular da China”, afirmou ele.
Por outro lado, a presidente do KMT, Cheng Li-wun, que chegou ao continente na terça-feira (7), enfatizou que a oposição à independência de Taiuã é o caminho para garantir a paz regional.
“Os dois lados do Estreito de Taiwan não estão destinados à guerra, como temem alguns na comunidade internacional”, disse ela em um discurso em Nanquim.



