Guerra no Oriente Próximo

Operação Promessa Cumprida 4 chega a sua 100ª onda

Operação de larga escala visou uma vasta gama de instalações estratégicas na região

O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI) do Irã anunciou nesta quarta-feira (8) a 100ª onda da Operação Promessa Verdadeira 4, realizada pouco antes do cessar-fogo, visando instalações petrolíferas ligadas aos Estados Unidos em todo o Golfo e locais em “Israel”. A operação contou com uma combinação de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e veículos aéreos não tripulados (VANTs).

O comunicado afirma que esta onda atingiu mais de 25 alvos estratégicos inimigos, incluindo 13 complexos de energia e linhas de transporte de petróleo ligadas aos Estados Unidos e à entidade israelense, além de 10 alvos militares, de segurança e logísticos, e diversos alvos tecnológicos e de infraestrutura.

De acordo com o CGRI, a operação de larga escala visou uma vasta gama de instalações estratégicas na região. Entre os alvos estavam:

Arábia Saudita: múltiplas instalações de petróleo e gás ligadas a empresas americanas, incluindo locais da Chevron em Ras al-Juaymah, e complexos petroquímicos da ExxonMobil e Dow Chemical em al-Jubail. Ataques adicionais atingiram a infraestrutura em Yanbu, na costa do Mar Vermelho.

Emirados Árabes Unidos: Instalações em Habshan, parte da rede de oleodutos que transporta petróleo de Dubai para al-Fujairah, além da refinaria da Ilha Das.

Catar: Instalações ligadas à ExxonMobil em Ras Laffan e o Projeto de Gás Dolphin.

Barém e Cuaite: Instalações da Bapco (Barém) e a refinaria Al-Ahmadi (Cuaite).

A operação estendeu-se a locais vinculados a Israel, incluindo:

  • Centros de tecnologia e inteligência em Bir al-Sabe (Beersheba).
  • Centrais de vigilância nas torres Azrieli e Almas em Tel Aviv.
  • Aeroporto Ben Gurion e a refinaria de petróleo de Haifa.
  • O complexo governamental na capital, que abriga centros de comando e controle.

Simultaneamente, a Marinha do CGRI anunciou operações enquanto mantém o controle das rotas marítimas no Estreito de Ormuz.

Segundo o relato, as forças navais atingiram um navio de assalto anfíbio (LHA-7) com mísseis de cruzeiro, causando um incêndio no convés e forçando sua retirada para o Oceano Índico. O porta-aviões USS John C. Stennis (CVN-74) também teria sido atingido por múltiplos VANTs, sofrendo danos estruturais antes de recuar.

Outros alvos incluíram uma fábrica de VANTs ligada a “Israel” nos Emirados Árabes e a Base Aérea americana Ali Al-Salem, no Cuaite.

Anteriormente, em 7 de abril, o CGRI detalhou a 99ª onda da operação, lançada em resposta aos ataques inimigos contra as plantas petroquímicas de Asaluyeh (Irã). Esta fase foi dedicada aos “mártires das comunidades judaica e cristã das guerras impostas”.

Nesta fase, um navio de contêineres associado a “Israel” foi atingido perto do porto de Khor Fakkan (Emirados Árabes Unidos) enquanto transportava equipamento militar destinado ao uso israelense por uma rota terrestre projetada para contornar o Estreito de Ormuz.

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