Em meio ao fracasso norte-americano na guerra de agressão contra a República Islâmica do Irã, ocorreram manifestações em mais de três mil cidades dos Estados Unidos com o título de No Kings (“Sem reis”, em inglês). Atos semelhantes aconteceram também em algumas capitais europeias.
O alvo do protesto era o presidente norte-americano Donald Trump. Em um comício, políticos do Partido Democrata dividiram o palco com o cantor Bruce Springsteen, que apresentou o hino de protesto Streets of Minneapolis. Em Nova Iorque, a marcha pela Times Square contou com o apoio do ator Robert De Niro. Esta é a terceira edição do movimento.
À primeira vista, os protestos No Kings pareceriam progressistas, uma vez que criticam a política fascista contra os imigrantes, a piora nas condições de vida e, agora, a guerra contra o Irã. Partidos de esquerda, como Democratic Socialists of America (DSA), Working Families Party (WFP) e Party for Socialism and Liberation (PSL). No Brasil, portais como o Esquerda Online, do grupo Resistência/PSOL e o Opinião Socialista, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), exaltaram as manifestações.
No entanto, uma breve pesquisa sobre seus organizadores revela que não se trata de nenhum movimento espontâneo, mas sim uma operação política comandada pelo Partido Democrata.
A principal entidade envolvida na organização das manifestações é a Indivisible. Até 2023, a Indivisible recebeu mais de US$8 milhões das Open Society Foundations (OSF), do bilionário George Soros, e de organizações irmãs. O total de repasses da OSF à Indivisible entre 2017 e 2023 soma US$7,61 milhões, incluindo um repasse de US$3 milhões em 2023 por meio da Open Society Action Fund. Além disso, a cofundadora da Indivisible, Leah Greenberg, trabalhou como assessora do ex-deputado Tom Perriello, que foi diretor-executivo da Open Society Foundations de outubro de 2018 a julho de 2023, e uma membro do conselho da Indivisible, Heather C. McGhee, também integra o conselho da OSF.
Outras entidades envolvidas nas manifestações têm relação direta com a Open Society. Em 2014, a organização de George Soros concedeu à ACLU um repasse de US$ 50 milhões para suas campanhas nacionais. Ela também financia diversas filiais estaduais da ACLU.
Em 2024, o Open Society Action Fund repassou US$1 milhão a outra entidade, a organização MoveOn. Apesar de o MoveOn se apresentar como financiado por pequenas doações, grandes doadores como Soros estão diretamente conectados a ele. Por fim, a SEIU aparece como parte de coalizões financiadas pela OSF, como a Real Recovery Now, que recebeu apoio do pacote de US$20 milhões da Open Society para “advocacy progressista”.


