O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, sigla em inglês) alertou, em comunicado nesta terça-feira (31), que as empresas de tecnologia norte-americanas que colaboram com as operações terroristas dos Estados Unidos e de “Israel” serão consideradas alvos legítimos.
A partir das 20h do dia 1º de abril, os escritórios e propriedades de 18 companhias, incluindo as big techs, poderão entrar na mira dos mísseis balísticos iranianos.
A lista divulgada pelos iranianos inclui empresas como Meta, Google, Apple e Microsoft, além de companhias envolvidas com o fornecimento de equipamentos de hardware, como Intel, HP, Cisco e IBM. Também estão na lista NVIDIA, Tesla, JP Morgan, Oracle, Dell Technologies e General Electric.
A Guarda Revolucionária acusa essas companhias de auxiliarem operações terroristas por meio de espionagem. Os serviços prestados de Inteligência Artificial e Tecnologia da Comunicação têm sido elementos fundamentais no planejamento das operações, bem como na análise e escolha dos alvos para assassinatos dentro do território persa.
Os governos sionista e norte-americano ignoraram repetidas vezes os alertas emitidos pela República Islâmica para pôr fim às operações de terrorismo. Nesta terça-feira, mais uma operação terrorista foi levada adiante, resultando na morte de cidadãos iranianos. Dessa forma, a Guarda Revolucionária decidiu que as empresas que prestarem serviços de assistência logística e na área de informática e comunicação serão consideradas alvos legítimos.
“Nós advertimos os trabalhadores dessas companhias para deixarem imediatamente seus locais de trabalho a fim de protegerem suas vidas. Residentes em um raio de 1 quilômetro dessas instituições terroristas, em todos os países da região, são chamados a evacuar e se deslocar para localidades seguras”, declarou a Guarda Revolucionária.
Os Estados Unidos e “Israel” têm utilizado a Inteligência Artificial e as Tecnologias de Informação e Comunicação como instrumentos de uma rede de inteligência que combina imagens de satélite, drones de vigilância, análise de dados em tempo real e inteligência de campo para fins de análise e seleção de alvos em potencial.
As agências de inteligência dos Estados Unidos são peças-chave nesse processo, pois coletam, analisam e processam vastas quantidades de dados. Os sistemas de inteligência artificial auxiliam no processamento das informações geradas por imagens de satélite, voos de reconhecimento e interceptação de comunicações. Em seguida, a Inteligência Artificial contribui para a construção de padrões e análise de movimentações que permitem aos militares levar adiante planos de ataque contra instalações militares, centros de comando, lideranças políticas e locais de estocagem de armamentos e mísseis.
As companhias de tecnologia da informação contribuem direta ou indiretamente com os ataques contra o Irã, sendo importantes no fornecimento de infraestrutura de computação em nuvem e elaboração de mapas. Os sistemas de inteligência artificial auxiliam nos ataques de precisão, pois reduzem o tempo entre a identificação do alvo e sua execução.
Nos últimos dias, os terroristas dos Estados Unidos e de “Israel” assassinaram uma importante liderança das forças militares do Irã: o Brigadeiro-General Jamshid Eshaghi, chefe de orçamento e finanças do Alto-Comando das Forças Armadas. Seus familiares também morreram no ataque. O Comandante-em-Chefe da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahisi, destacou as contribuições de Jamshid para o fortalecimento das capacidades defensivas.
O Brigadeiro-General Jamshid Eshaghi havia sido sancionado pelos Estados Unidos em 2015, acusado de ajudar no fornecimento de petróleo para a China e de auxiliar financeiramente as organizações do Eixo da Resistência — Hamas, Hezbollah e os Houthis do Iêmen.
O Líder Supremo Aiatolá Ali Khamenei e o Comandante-em-Chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, foram assassinados no primeiro dia da agressão EUA-Israel, em 28 de fevereiro deste ano. Ali Larijani, chefe de segurança da República Islâmica, também foi vítima de assassinato. Diversas lideranças políticas e militares iranianas têm sido alvo de operações de assassinato seletivo.
Na segunda-feira (30), o Irã confirmou o assassinato do Comandante das Forças Navais da Guarda Revolucionária Islâmica, Alireza Tangsiri. Em comunicado, a Guarda destacou que Alireza atuava na organização da defesa costeira quando foi atingido por um bombardeio.
Os ataques da Guarda Revolucionária Islâmica às bases americanas nos países do Golfo e às empresas de tecnologia da informação são considerados operações legítimas de autodefesa da República Islâmica. São inúmeros os ataques da Guarda a bases militares dentro do território de “Israel”. O programa de mísseis balísticos do Irã tem demonstrado eficácia nas respostas às agressões e constitui um pilar fundamental da estratégia de defesa.





