Economia

32 países liberam 400 mi de barris de petróleo para socorrer imperialismo

Medida da Agência Internacional de Energia é a maior já coordenada pelo órgão e busca conter a alta dos preços após o bloqueio do Estreito de Ormuz

A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou nesta quarta-feira (11) a liberação de 400 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência mantidas por seus 32 países-membros. A medida, aprovada por unanimidade, foi apresentada como resposta à disparada dos preços internacionais provocada pela agressão dos Estados Unidos e de “Israel” contra o Irã e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.

Trata-se da maior operação desse tipo já realizada pela AIE. O recorde anterior havia sido registrado em 2022, quando a organização coordenou a liberação de 182,7 milhões de barris após o início da operação militar especial da Rússia na Ucrânia. Agora, o novo volume mais do que dobra a marca anterior.

De acordo com a AIE, o Estreito de Ormuz concentrou, em 2025, a passagem diária de cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto e derivados. O volume corresponde a aproximadamente 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo. A produção mundial, por sua vez, é estimada em cerca de 100 milhões de barris por dia.

O bloqueio da rota, localizada entre Irã, Omã e Emirados Árabes Unidos, interrompeu uma parcela decisiva do abastecimento internacional e levou os preços a níveis que não eram vistos desde 2022. Nesta quarta-feira, o barril Brent, referência global, subiu 6,74% e fechou cotado a US$93,72. Desde o início da guerra, a alta acumulada ultrapassa 25%.

Ainda na noite de quarta-feira, o governo norte-americano informou que liberará 172 milhões de barris de sua reserva estratégica como parte da operação coordenada pela AIE. Japão e Alemanha também detalharam suas participações, com 40 milhões e 19,5 milhões de barris, respectivamente. Em outro anúncio, o governo japonês informou que pretende disponibilizar cerca de 80 milhões de barris de estoques públicos e privados. O Reino Unido declarou contribuição de 13,5 milhões de barris, enquanto a França indicou que deverá liberar 14,7 milhões.

Segundo autoridades ouvidas por agências internacionais, os Estados Unidos e o Japão serão os principais responsáveis pela liberação. O cronograma, porém, ainda será definido individualmente por cada país. A ministra da Economia da Alemanha afirmou que a entrega das primeiras cargas deve levar alguns dias. Já a ministra de Energia da Espanha declarou que os países poderão ter até 90 dias para liberar o volume prometido.

Analistas afirmam que, além do total anunciado, o ritmo diário de liberação será decisivo para medir o efeito concreto da operação. Estimativas citadas no mercado apontam que 400 milhões de barris equivalem a apenas quatro dias da produção mundial e a cerca de 16 dias do volume que normalmente passa pelo Golfo Pérsico. Em outra conta, a liberação de 100 milhões de barris em um mês representaria cerca de 3,3 milhões de barris por dia, número bem abaixo da interrupção estimada de 20 milhões de barris diários.

O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, declarou que a medida tem importância imediata, mas afirmou que a normalização do fornecimento dependerá da reabertura da passagem marítima. “O mais importante para o retorno a fluxos estáveis de petróleo e gás é a retomada do trânsito pelo Estreito de Hormuz”, disse.

O secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, afirmou que a liberação das reservas ocorre em um momento oportuno. Em entrevista à Fox News, disse que não há escassez de energia no mundo, mas um problema temporário de transporte. Também declarou que essa situação estaria sendo enfrentada “militar e diplomaticamente”.

Os países integrantes da AIE mantêm mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas emergenciais, além de cerca de 600 milhões de barris em estoques da indústria preservados por exigência governamental. Criada após a crise do petróleo da década de 1970, a agência coordena justamente esse sistema de resposta entre as principais economias capitalistas.

O Brasil não integra a AIE, mas busca adesão ao grupo. Chile, Colômbia, Costa Rica e “Israel” também estão entre os países que pleiteiam entrada na organização.

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