O Governo do Distrito Federal (GDF) firmou na quinta-feira (5) um Protocolo de Intenções com a Conib, a Confederação Israelita do Brasil, principal entidade sionista do País e representante dos interesses de “Israel” no Brasil. O acordo, assinado pela Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF), prevê cooperação institucional para o que as partes chamam de “enfrentamento ao discurso de ódio”.
Na prática, o que o protocolo faz é abrir as portas do aparelho de Estado do Distrito Federal para que um órgão a serviço de “Israel” participe da definição do que pode ou não ser dito sobre o conflito na Palestina.
O documento foi assinado pelo secretário-executivo da Sejus-DF, Jaime Santana de Sousa, e pelo CEO da Conib, Sergio Napchan. A secretária de Justiça, Marcela Passamani, apresentou o acordo como um avanço na “proteção de direitos”. Napchan, por sua vez, celebrou a parceria como forma de transformar “princípios constitucionais em instrumentos concretos de proteção à dignidade humana”.
A Conib atua no sentido de pressionar instituições brasileiras para censurar críticas ao Estado genocida de “Israel”, seja por meio de multas ou “cancelamento”, seja por meio de prisão e medidas mais truculentas. Foi a entidade que pediu a abertura de inquérito contra o Partido da Causa Operária (PCO) por crime de racismo após o Partido denunciar o caráter nazista da política de “Israel” contra os palestinos. É a mesma organização que monitora manifestações públicas, aciona a Polícia Federal e atua em conjunto com os serviços de inteligência do imperialismo para coibir a solidariedade ao povo palestino no Brasil.
Agora, com o protocolo assinado pelo GDF, a Conib passa a ter assento institucional para influenciar políticas públicas, propor estudos, participar de seminários e articular ações com outros órgãos do Estado. O acordo tem vigência de 24 meses, prorrogável.
O acordo é firmado enquanto “Israel” aprofunda o genocídio em Gaza e comete novos crimes de guerra no Irã e no Líbano, pressionando, ao mesmo tempo, para tornar ilegal qualquer solidariedade aos palestinos no mundo. No Brasil, a ofensiva sionista busca antecipar esse movimento, usando como pretexto os “direitos humanos” para blindar o Estado genocida de críticas.
Nesse sentido, o que esse projeto faz é entregar ao representante diretos de “Israel” no Brasil o poder de enquadrar como crime a denúncia do próprio crime que “Israel” comete.




