O Partido da Causa Operária (PCO) e o Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo realizam, neste domingo, 8 de março de 2026, debates em diversas cidades do Brasil pelo Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. As atividades ocorrem em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre, com horários e endereços abaixo:
São Paulo (SP) – 11h
Rua Conselheiro Crispiniano, 73 — República
Contato: (11) 99741-0436
Belo Horizonte (MG) – 15h
Rua Pedro Lessa, 435 (em frente à EMEI Pedro Lessa) — Santo André
Contato: (11) 99741-0436
Rio de Janeiro (RJ) – 15h
Av. República do Paraguai, 01 — Centro
Contato: (21) 9677-32721
Brasília (DF) – 10h
Conic-SDS, Bloco D, Edifício Eldorado, Sala 118, Entrada A
Contato: (61) 98448-4709
Recife (PE) – 10h
Rua Marquês Amorim, 548 — Ilha do Leite
Contato: (81) 99691-8858
Florianópolis (SC) – 14h
Jardim Pref. Olívio Amorim, 82 — Centro
Contato: (48) 99949-5510
Curitiba (PR) – 11h
Rua Saldanha Marinho, 65, CCBP Curitiba – PR
Contato: (11) 99741-0436
Porto Alegre (RS) – 13h
Rua Vigário José Inácio, 788 – Centro histórico de Porto Alegre
Contato: (19) 98709-1400
As atividades são abertas a trabalhadoras, trabalhadores, estudantes e a todos os interessados. O PCO e o Coletivo Rosa Luxemburgo organizam debates próprios, sem adesão a convocatórias de partidos da esquerda pequeno-burguesa. A direção partidária aponta baixa adesão e repressão em atos promovidos por esses grupos, que não mobilizam amplos setores da classe trabalhadora.
Nas vésperas do 8 de Março, militantes e simpatizantes intensificam panfletagens em locais de trabalho, universidades, terminais de transporte e vias públicas para divulgar os debates. As discussões abordam a exploração da mulher na sociedade capitalista, a escravidão doméstica e a dupla jornada de trabalho. Defendem o programa socialista revolucionário como solução para a emancipação da mulher trabalhadora e refutam o identitarismo, que confunde as mulheres da classe operária.
Os temas dos debates buscam destacar a defesa internacional das mulheres operárias contra o imperialismo. Nesse sentido, o PCO e o Coletivo Rosa Luxemburgo apoiam as mulheres palestinas e iranianas contra o imperialismo e contra seu preposto na Palestina invadida “Israel”. Serão discutidos, analisados e denunciados à luz do marxismo os bombardeios dos EUA e do sionismo ao Irã.
Essa posição é histórica: o Partido e o Coletivo se destacam como as únicas organizações de esquerda no Brasil a defender o direito de defesa das mulheres palestinas e iranianas por meio de suas organizações de luta, sem sectarismo de qualquer natureza. O que se destaca especialmente em um contexto político de sectarismo amplamente difundido na esquerda pequeno-burguesa, por preferências religiosas ou ideológicas, contra as mulheres e os homens do Irã, organizados contra o imperialismo pelo regime político instaurado na Revolução Islâmica; sectarismo esse, que também se estende contra os guerrilheiros e as guerrilheiras da Palestina, tão somente devido à religião deles.
A análise do PCO sobre o 8 de Março expõe a transformação da data em instrumento de demagogia imperialista. O Dia Internacional da Mulher surgiu como data de luta da classe trabalhadora ligada à revolução socialista, mas foi convertido em ocasião de formulações abstratas, flores e discursos liberais que substituem direitos reais e a luta armada necessária em contextos de crise aguda.
O imperialismo usa a suposta defesa das mulheres para justificar intervenções agressivas, como o bombardeio de uma escola para meninas, que matou quase 200 no Irã com idades entre 7 e 12 anos, ao mesmo tempo que alega libertá-las. Essa hipocrisia do feminismo burguês e liberal não esconde que as agressões imperialistas representam a verdadeira ameaça aos direitos das mulheres.
No Brasil, o foco na violência contra mulheres adquire caráter repressor e liberal, desvinculado das necessidades reais da classe trabalhadora e ignorando a luta internacionalista ao lado dos povos oprimidos como Irã, Palestina, Venezuela e Cuba, apagando o internacionalismo do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Defender a libertação das mulheres exige romper com essa farsa identitária e declarar o 8 de Março como dia de luta anti-imperialista, em apoio à classe operária mundial e ao movimento internacional das mulheres dessa classe.
O identitarismo e o feminismo promovem conceitos abstratos de diversidade e representatividade, enquanto endossa punições estatais contra indivíduos como se isso fosse defesa da mulher, sem nunca tratar da exploração capitalista. Soluções reais incluem a responsabilidade coletiva do Estado pela criação das crianças, eliminando o peso econômico da escravidão doméstica e permitindo aos pais o papel afetivo sem o trabalho doméstico exaustivo. Essas propostas jamais surgem de posições identitárias, que carecem de soluções materiais e revolucionárias.
Os debates do PCO e do Coletivo Rosa Luxemburgo resgatam o caráter revolucionário e de classe do 8 de Março, contrapondo-se à demagogia imperialista e ao identitarismo. A iniciativa reforça a necessidade de mobilização independente e internacionalista da classe trabalhadora para a emancipação da mulher operária, contra o capitalismo e o imperialismo.





