O Senado dos EUA votou 53 a 47 na quarta-feira para rejeitar uma resolução que exigiria a aprovação do Congresso para novos ataques militares ao Irã, apoiando efetivamente a guerra do presidente Donald Trump. A votação foi dividida em grande parte por linhas partidárias, com senadores republicanos se unindo para derrotar a medida.
O senador Rand Paul, do Kentucky, um dos coautores, foi o único republicano a apoiar a resolução. O senador democrata John Fetterman, da Pensilvânia, rompeu com seu partido ao apoiar os ataques, dando aos líderes do Partido Republicano uma vantagem adicional para derrotar a medida.
O resultado reflete uma votação semelhante ocorrida em junho passado, quando o Senado rejeitou um esforço para limitar Trump após ataques aéreos dos EUA contra instalações nucleares do Irã.
Alguns republicanos expressaram preocupações, apesar de se oporem à resolução. O senador Todd Young citou a necessidade de supervisão do Congresso e clareza pública sobre o conflito, ao mesmo tempo em que alertou que limitar as opções militares dos EUA poderia aumentar os riscos para os americanos.
Os democratas destacaram os perigos potenciais de um engajamento prolongado no Oriente Médio. O senador Chris Murphy criticou a campanha, observando seis mortes de americanos e as consequências econômicas e regionais. O senador Tim Kaine disse que o sentimento público pode influenciar o apoio republicano à medida que as baixas e os custos aumentam.
Espera-se que os parlamentares da Câmara dos Representantes se manifestem na quinta-feira com uma resolução de poderes de guerra semelhante, que também deve fracassar. Críticos argumentam que o governo tem tido dificuldade em fornecer uma estratégia coerente ou esclarecer a duração da operação, levantando questões sobre os limites da autoridade militar executiva.
O sentimento público parece cético em relação à campanha militar. Uma pesquisa da CNN conduzida pela SSRS revelou que quase 60% dos norte-americanos desaprovam os ataques, com a maioria antecipando uma guerra prolongada.




