E-mails contidos nos arquivos relativos a investigações dos serviços de inteligência norte-americanos contra Jeffrey Epstein, liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ, na sigla em inglês), demonstram que o governo de “Israel” instalou equipamentos de segurança, vigilância e monitoramento no apartamento de Epstein, localizado no bairro de Manhattan, cidade de Nova Iorque.
Os sionistas instalaram equipamentos de segurança no apartamento no começo de 2016. O ex-primeiro-ministro de “Israel” Ehud Barak era amigo próximo e frequentador da casa do traficante de mulheres e crianças, conforme os e-mails mostram. Tecnicamente, a residência havia sido comprada por uma empresa ligada ao irmão de Jeffrey Epstein, Mark Epstein. Contudo, o primeiro era o que efetivamente utilizava o espaço e tinha os controles em relação ao acesso do apartamento.
Os e-mails revelados nos arquivos também mostram que os equipamentos de segurança e monitoramento permaneceram no apartamento por pelo menos dois anos. Oficiais da missão permanente de “Israel” junto às Nações Unidas mantiveram contatos, em caráter permanente, com os funcionários de Epstein e discutiam a atuação em conjunto na segurança.
Espaços individuais dentro do edifício foram emprestados para pessoas ligadas a Jeffrey Epstein para abrigar modelos menores de idade.
O homem que ocupava o cargo de diretor do serviço de proteção da missão de “Israel” nas Nações Unidas em Nova Iorque na época, Rafi Shlomo, manteve correspondência com os funcionários do traficante de mulheres e crianças no intuito de coordenar as instalações de sistemas de vigilância no apartamento. Shlomo também exercia a função de chefe da equipe de segurança de Barak.
Rafi Shlomo controlava pessoalmente o acesso dos convidados de Epstein e realizava os trabalhos de verificação de antecedentes criminais das pessoas que prestavam serviços e trabalhavam para Epstein. Os e-mails esclarecem que o dono da casa aprovou a instalação dos equipamentos e também autorizou os contatos entre seus funcionários e os oficiais de segurança israelenses.
A esposa de Ehud Barak, Nili Priell, trocou e-mails em janeiro de 2016 com funcionários de Epstein. Nestes últimos, ela discutiu a instalação de sistemas de vigilância e alarme, incluindo a instalação de sensores nas janelas e aparelhos de controle remoto.
No final de 2017, Rafi Shlomo foi substituído por outro oficial na função de supervisão da segurança e vigilância do ex-primeiro-ministro Ehud Barak. Os ex-governantes de “Israel” têm direito a uma equipe de segurança após o término de seus mandatos.
Jeffrey Epstein supostamente morreu em uma prisão federal de Nova Iorque, em 2019. Por sua vez, Ehud Barak passou a negar suas relações com Epstein, dizendo que ele encontrou o traficante de mulheres e crianças em diversas ocasiões, porém jamais tinha recebido qualquer tipo de suporte ou pagamento.
Yoni Koren, importante assessor de Barak, frequentara o apartamento em Manhattan em diversas ocasiões antes de sua morte, em 2023. Registros comprovam que ele esteve no apartamento em 2013, quando, na época, servia como uma espécie de chefe de gabinete do Ministro da “Defesa” de “Israel”.
Documentos adicionais demonstram que Yoni continuou a visitar a casa de Epstein, mesmo quando realizava tratamento médico em Nova Iorque.
Os documentos evidenciam os diversos fios que ligavam Jeffrey Epstein com oficiais do aparelho de segurança, membros da equipe de proteção nas Nações Unidas e elementos do serviço secreto de “Israel”.
Os sionistas procuram negar as evidentes relações com Epstein. O deputado do Partido Republicano pelo Estado do Kentucky, Thomas Massie, declarou, em uma entrevista concedida em novembro, que Epstein “tinha relações próximas com nossas agências de inteligência e com as agências de inteligência de Israel” e que “este é o motivo de tanto esforço sendo realizado para parar as divulgações dos arquivos”.
O atual primeiro-ministro de “Israel”, Benjamin Netaniahu, declarou em um post no X (antigo Twitter) que Epstein não era um espião de “Israel”. “As relações próximas de Epstein com Ehud Barak não sugerem que Epstein trabalhou para Israel”, afirmou Netaniahu, tentando esconder que Epstein era um funcionário direto do aparato de inteligência sionista.



