O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou na quarta-feira (18) que “os Estados Unidos, a Europa e os sionistas criminosos” atuam para impedir que o país “fique de pé” e defendeu que a unidade nacional é decisiva para enfrentar as dificuldades impostas ao país.
“Os Estados Unidos, a Europa e os sionistas criminosos não querem que a gente fique de pé, e nós queremos nos unir para resolver os problemas do povo”, afirmou Pezeshkian. O presidente acrescentou que o Irã seguirá firme e que a coesão interna é o elemento central para frustrar os planos dos adversários externos: “acredito que, se nos unirmos, nenhum poder pode impedir que avancemos, e vamos frustrar seus planos por meio da nossa unidade”.
A fala ocorre em meio a tensões cada vez maiores, ao mesmo tempo em que prosseguem iniciativas diplomáticas envolvendo Irã e os EUA. Já ocorreram duas rodadas de conversas indiretas entre Irã e Estados Unidos, realizadas em Mascate e em Genebra.
Mesmo com tratativas em curso, o presidente norte-americano Donald Trump voltou a ameaçar o Irã com o uso de força militar. O governo iraniano, que tem reiterado preferência por uma saída diplomática, também voltou a afirmar que responderá de forma decisiva a qualquer agressão.
Na véspera, o aiatolá Saied Ali Khamenei reagiu diretamente às ameaças de Trump envolvendo o envio de uma armada militar para intimidar Teerã. “Os navios de guerra certamente são perigosos”, declarou. “Mas mais perigoso do que o navio de guerra é a arma que pode afundá-lo até o fundo do mar”.
Khamenei também citou uma declaração recente de Trump sobre a incapacidade histórica dos EUA de derrubar a República Islâmica. “O presidente dos Estados Unidos, em uma de suas falas recentes, disse que há 47 anos a América não conseguiu eliminar a República Islâmica; reclamou ao próprio povo”, afirmou o líder iraniano. “Por 47 anos, a América não conseguiu eliminar a República Islâmica. Isso é uma boa admissão. Eu digo: vocês também não vão conseguir fazer isso”.


