Al-Quds

Polícia sionista prende imã da Mesquita de Al-Aqsa

Hamas afirma que ele recebeu ordem de proibição de entrada e denuncia escalada de ataques contra santuário

A polícia sionista prendeu na noite de segunda-feira (16) o imã da Mesquita de Al-Aqsa, Xeique Muhammad Ali al-Abbasi, dentro do próprio complexo religioso, em al-Quds ocupada, segundo relatos de testemunhas e informações divulgadas pela agência palestina WAFA. As fontes afirmaram que os agentes sionistas prenderam o religioso no interior do recinto sem apresentar justificativa nem informar quais providências legais seriam tomadas.

A detenção ocorre em meio ao aumento das medidas do regime de “Israel” contra Al-Aqsa. Entre as ações apontadas por fontes palestinas estão restrições crescentes a imãs e pregadores, controles mais rígidos sobre a entrada de fiéis e intensificação de ataques de colonos sob forte proteção policial. Há também relatos de tensão ampliada na Cidade Velha e no entorno do santuário, com prisões e ordens de expulsão dirigidas a figuras religiosas e ativistas palestinos.

Nesta terça-feira (17), o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas, na sigla em árabe) condenou a detenção e afirmou que al-Abbasi recebeu uma ordem de afastamento da Mesquita de Al-Aqsa. O partido classificou a medida como “interferência descarada” nos assuntos do santuário e um ataque a seus imãs. Na mesma nota, o Hamas denunciou a escalada de violações contra Al-Aqsa, a imposição de restrições ao acesso dos fiéis, a tentativa de impedir preparativos logísticos para o mês do Ramadã e a ampliação das invasões de colonos, como parte da política de controle do local, com restrição da liberdade de culto e tentativa de impor divisão temporal e espacial.

O Hamas convocou a população palestina em al-Quds, na Cisjordânia e nos territórios de 1948 a manter presença constante no santuário e a se colocar como barreira contra os planos da entidade sionista. Também cobrou ação urgente da Liga Árabe, da Organização da Cooperação Islâmica e dos países árabes e islâmicos para pressionar a ocupação a interromper seus ataques.

Confira, abaixo, a nota do Hamas na íntegra:

“Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso

Declaração à imprensa

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) condena a prisão, pelas autoridades da ocupação terrorista, do imã da Mesquita de Al-Aqsa, Sheikh Muhammad Ali al-Abbasi, e a entrega a ele de uma decisão de afastamento da mesquita. Afirmamos que esse procedimento representa interferência descarada nos assuntos de Al-Aqsa e um ataque inaceitável a seus imãs.

A escalada das violações do governo fascista da ocupação contra a sacralidade da Mesquita de Al-Aqsa, a imposição de restrições à entrada dos fiéis e a tentativa de impedir a execução dos planos logísticos do mês do Ramadã, além da intensificação das invasões das hordas de colonos, são interferências perigosas que se inserem em suas tentativas persistentes de controlá-la e judaizá-la, restringir a liberdade de culto nela e impor a divisão temporal e espacial.

Ao reiterar a nulidade de todos os procedimentos e decisões da ocupação em nossa terra palestina, especialmente em al-Quds e na abençoada Mesquita de Al-Aqsa, conclamamos as massas do nosso povo em al-Quds, em toda a Cisjordânia e no interior ocupado a manterem presença constante em Al-Aqsa, a viajarem até ela, a mantê-la viva e a se colocarem como um muro de contenção diante dos planos de adulterar sua identidade.

Também dirigimos um apelo à Liga Árabe, à Organização da Cooperação Islâmica e às nações árabe e islâmica — Estados, governos e povos — para uma ação urgente, por todos os caminhos, a fim de proteger a Mesquita de Al-Aqsa do perigo da judaização e adotar medidas práticas que pressionem a ocupação e a obriguem a interromper seus ataques.

Movimento de Resistência Islâmica – Hamas

Terça-feira: 29 Sha‘ban 1447 H

Correspondente a: 17 de fevereiro de 2026”

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