A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou no domingo (15) que a nova acusação de governos europeus sobre a morte de Alexey Navalny foi lançada para deslocar o foco do noticiário e reduzir o impacto do escândalo envolvendo documentos ligados a Jeffrey Epstein.
No sábado, Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Holanda alegaram que autoridades russas teriam usado epibatidina, associada a rãs dardo-venenosas, para matar Navalny, morto em fevereiro de 2024 enquanto cumpria pena na Rússia. O Kremlin rejeitou a acusação; a embaixada russa em Londres chamou a nota conjunta de “necropropaganda”. Zakharova disse que Moscou não comentará formalmente sem provas.
O tema foi reaceso após a viúva de Navalny, Yulia, afirmar haver indícios de envenenamento e que resultados laboratoriais estariam sendo retidos; as amostras teriam sido fornecidas pela família. Zakharova vinculou a propaganda ao caso Epstein, que pressionou o governo britânico: Keir Starmer foi cobrado por nomear Peter Mandelson para os EUA apesar de vínculos com Epstein, e renúncias no gabinete aumentaram a crise.





