Na madrugada de domingo (15), forças militares dos Estados Unidos interceptaram e abordaram, no Oceano Índico, um navio petroleiro sancionado por transportar petróleo venezuelano. O anúncio foi feito pelo Pentágono, que afirmou ter submetido a embarcação a uma operação de “interdição e abordagem” sob o que chamou de “direito de visita”.
Em nota publicada no X, o Departamento de Guerra norte-americano disse que o navio, identificado como Veronica III, teria tentado “desafiar a quarentena” decretada por Donald Trump. “A embarcação tentou desafiar a quarentena do presidente Trump — na esperança de escapar”, escreveu o Pentágono. Segundo a declaração, os EUA rastrearam o petroleiro desde o Mar do Caribe até o Índico, “encurtaram a distância” e “o pararam” para inspeção.
Plataformas de rastreamento marítimo e dados de navegação listam o Veronica III como um petroleiro com bandeira do Panamá. A abordagem, segundo o próprio Pentágono, ocorre após um ataque semelhante realizado na semana anterior contra outra embarcação sancionada.
O sequestro do navio acontece no âmbito do bloqueio decretado por Trump em dezembro, quando o presidente afirmou ter ordenado um “bloqueio total e completo” contra todos os petroleiros sancionados pelos EUA que entrem ou saiam da Venezuela. A medida vem sendo apresentada pelo país como parte de uma ofensiva para redirecionar exportações venezuelanas para novos compradores.
A Rússia condenou as ações dos Estados Unidos contra a Venezuela. Autoridades russas disseram que as medidas violam normas internacionais. O chanceler Serguei Lavrov afirmou na semana passada que os EUA buscam controlar rotas internacionais de fornecimento de energia como parte de uma política de dominação econômica mundial.



