Oriente Próximo

Hamas: guerra contra Irã significa ataque a todo o mundo islâmico

Porta-voz das Brigadas Al-Qassam diz que agressão contra a República Islâmica é agressão contra toda a Ummah e reafirma apoio a Khamenei e ao povo iraniano

O porta-voz das Brigadas Al-Qassam, Abu Obeida, afirmou nesta quarta-feira (11) que qualquer agressão contra o Irã deve ser entendida como um ataque a todo o mundo islâmico. A declaração foi divulgada no dia em que a República Islâmica marcou 47 anos de sua Revolução, em meio a provocações e ameaças dos Estados Unidos e de “Israel”.

“Consideramos qualquer agressão contra a República Islâmica e seu povo irmão como uma agressão contra nossa nação islâmica, uma violação criminosa da soberania de um Estado islâmico resistente”, declarou Abu Obeida. No texto, o porta-voz também manifestou apoio ao aiatolá Saied Ali Khamenei, ao governo iraniano e ao povo do país.

Abu Obeida rejeitou tentativas de interferência nos assuntos internos do Irã “pela força bruta” e classificou ameaças recentes e ataques anteriores como ações “desesperadas” de “vingança” contra um país que, segundo ele, esteve ao lado do povo palestino e apoiou a resistência contra a ocupação.

O porta-voz ainda disse confiar na capacidade das Forças Armadas iranianas, incluindo o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI), para repelir agressões e impor “golpes duros” aos agressores. Segundo ele, no ano passado, durante um ataque ilegal conduzido por Estados Unidos e “Israel”, o Irã “ensinou lições ao inimigo sionista”, em referência aos ataques de resposta que atingiram pontos estratégicos nos territórios ocupados durante a guerra de 12 dias.

Ao tratar da guerra em Gaza, Abu Obeida afirmou que a resistência palestina rompeu o “prestígio” da entidade sionista na Operação Dilúvio de Al-Aqsa, em 7 de outubro de 2023, uma resposta ao agravamento dos ataques contra o povo palestino. Após a operação, “Israel” iniciou uma guerra genocida contra a Faixa de Gaza, sem atingir nenhum de seus objetivos.

Desde a deflagração da operação, “Israel” assassinou menos 72.045 palestinos, a maioria mulheres e crianças, e feriu 171.686. O regime foi obrigado a aceitar um cessar-fogo com o Hamas, que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, mas que vem sendo violado com ataques quase diários contra Gaza.

Também nesta quarta-feira (11), uma delegação do Hamas se reuniu, em Doa (Catar), com Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. Em nota, o partido informou que o encontro abordou a situação em Gaza e no restante da região, e declarou estar trabalhando “por todos os meios” para deter os ataques de “Israel” e facilitar a entrada de ajuda humanitária.

Larijani, por sua vez, reiterou o apoio de Teerã aos palestinos e elogiou a resistência e a firmeza do povo palestino no que a nota descreveu como um momento crítico.

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