Europa

França sai em defesa de ‘Israel’ e pede demissão de Albanese

O ministro Jean-Noël Barrot exigiu a saída da relatora especial da ONU para os territórios palestinos após declarações feitas em fórum da Al Jazeera

O governo francês saiu em defesa do Estado de “Israel” e pediu a demissão de Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados. Em Paris, o chanceler Jean-Noël Barrot afirmou a deputados que “a França condena sem reservas as declarações ultrajantes e repreensíveis feitas pela Sra. Francesca Albanese”, dizendo que elas não teriam sido dirigidas ao governo de “Israel”, “cujas políticas podem ser criticadas”, mas ao país “como povo e como nação”, o que, segundo ele, seria “absolutamente inaceitável”.

A reação francesa ocorreu após falas de Albanese em um fórum organizado pela emissora catarense Al Jazeera, no sábado (7). No evento, a relatora afirmou:

“O fato de que, em vez de parar ‘Israel’, a maior parte do mundo armou ‘Israel’, deu a ‘Israel’ desculpas políticas, abrigo político, apoio econômico e financeiro é um desafio. O fato de que a maior parte da imprensa no mundo ocidental tem amplificado a propaganda pró-apartheid e pró-genocídio é um desafio. E aqui também está a oportunidade. Porque, se o direito internacional foi apunhalado no coração, também é verdade que nunca antes a comunidade mundial viu os desafios que todos enfrentamos. Nós, que não controlamos grandes quantidades de capital financeiro, algoritmos e armas, vemos agora que nós, como humanidade, temos um inimigo comum, e que as liberdades, o respeito às liberdades fundamentais, são o último caminho pacífico, a última caixa de ferramentas pacífica que temos para recuperar nossa liberdade.”

Na segunda-feira (9), Albanese publicou no X um resumo do conteúdo e voltou a denunciar o genocídio na Palestina:

“Meu pronunciamento completo no Fórum da Al Jazeera na semana passada: o inimigo comum da humanidade é O SISTEMA que permitiu o genocídio na Palestina, incluindo o capital financeiro que o financia, os algoritmos que o ocultam e as armas que o tornam possível.”

A controvérsia na França se soma a uma escalada de pressão contra a relatora, em especial a partir dos Estados Unidos. Em 9 de julho de 2025, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou sanções contra Albanese e a acusou de esforços “ilegítimos e vergonhosos” para estimular ações do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra autoridades e empresas dos EUA e de “Israel”. “Hoje estou impondo sanções à relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Francesca Albanese, por seus esforços ilegítimos e vergonhosos para provocar uma ação do TPI contra autoridades, empresas e executivos dos EUA e de ‘Israel’”, escreveu Rubio no X. “Sempre ficaremos ao lado de nossos parceiros em seu direito de autodefesa”, acrescentou.

As sanções foram anunciadas depois da divulgação de um relatório elaborado por Albanese sobre vínculos corporativos e financeiros ligados ao que ela descreveu como uma “economia do genocídio” em Gaza. No documento, a relatora defendeu que empresas rompam relações de negócios com “Israel” e cobrou responsabilização por violações do direito internacional.

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