América Latina

Venezuela desmente alegação de que enviou petróleo a ‘Israel’

Governo bolivariano chamou informação de “fake news” divulgada pelo portal norte-americano Bloomberg

O governo venezuelano desmentiu, na terça-feira (10), uma informação divulgada pela agência norte-americana Bloomberg que alegava um suposto envio de petróleo da Venezuela para “Israel”. A negativa foi feita por Miguel Pérez Pirela, vice-presidente setorial de Comunicação e Cultura, por meio de uma mensagem em seu canal no Telegram.

Na publicação, o dirigente divulgou uma imagem da matéria com um carimbo vermelho de “FAKE”, indicando que se trataria de uma notícia falsa. Pérez Pirela afirmou que a alegação não apresentava fonte oficial nem qualquer prova verificável.

No texto contestado, a Bloomberg afirmou: “Venezuela envia seu primeiro carregamento de petróleo a Israel em anos após captura de Maduro”. A reportagem também sustentava que o suposto petróleo seria processado pela refinaria Bazan Group.

Bloomberg fala em ‘captura’ de Maduro

Uma das principais mentiras do material divulgado pela agência foi a afirmação de que, “no início do ano, as forças dos Estados Unidos capturaram Maduro e a administração Trump disse que assumiria as vendas do petróleo venezuelano”. A mesma reportagem atribuiu suas informações a “pessoas com conhecimento do acordo, que pediram para não ser identificadas”.

Para justificar a ausência de provas, o texto também alega que “Israel não anuncia de onde obtém seu petróleo” e que “petroleiros desaparecem dos sistemas digitais de rastreamento” quando se aproximam de portos do “país”. A Bloomberg mencionou um envio anterior de 470 mil barris em 2020, com base em dados da Kpler, e registrou que o Bazan Group e o Ministério de Energia israelense “negaram comentar”.

Relações rompidas desde 2009

A resposta venezuelana foi acompanhada da lembrança de que Caracas rompeu relações diplomáticas com “Israel” em 2009, durante o governo de Hugo Chávez, após a criminosa operação “Chumbo Fundido” em Gaza (2008–2009). Desde o início, a Revolução Bolivariana adotou posição de enfrentamento às ações do regime sionista e apoio à causa palestina, incluindo denúncias, nos últimos dois anos, do massacre da população de Gaza conduzido pelo governo de Benjamin Netaniahu.

Rodríguez cita ‘novas relações’ com os EUA

Ainda na terça-feira, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, publicou no Telegram um resumo de entrevista concedida ao jornalista norte-americano Robert Stephen Schmitt, do canal Newsmax. Na mensagem, Rodríguez afirmou que o governo venezuelano está “trabalhando em novas relações diplomáticas e energéticas com os Estados Unidos da América, para o bem comum de nossas nações”, sob “princípios de respeito mútuo e colaboração”.

De acordo com o portal do Ministério para a Comunicação e Informação, Rodríguez declarou que a política externa venezuelana se mantém de “portas abertas” desde que baseada no reconhecimento das autoridades legítimas e no respeito à autodeterminação. No mesmo conteúdo, ele citou a Lei de Anistia em tramitação no Parlamento, aprovada por unanimidade em primeira discussão, com a intenção de abranger setores da oposição no exterior, inclusive envolvidos em episódios de violência, para que possam retornar ao país dentro dos termos legais.

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