O líder do Ansar Alá, Saied Abdul Malik al-Houthi, afirmou que a retirada dos fuzileiros navais norte-americanos de Saná, em 2015, foi uma derrota imposta pelo povo iemenita, e não resultado de negociação. A declaração foi feita por ocasião do aniversário da retirada.
“Não foi uma concessão sobre a liberdade e independência do Iêmen”, afirmou. Para ele, a saída ocorreu como “grande vitória”, fruto de uma revolta popular baseada na fé, e marcou um ponto de inflexão que interrompeu tentativas de controlar o país a partir da capital.
Al-Houthi declarou que a presença norte-americana em Saná era usada para impor políticas dos EUA e conduzir conspirações por meio da submissão de dirigentes das autoridades anteriores. Disse ainda que inimigos exploram colaboradores e a passividade em partes do mundo muçulmano para levar adiante planos na região, citando projetos como um “Novo Oriente Médio” e um “Grande Israel”.
Na fala, al-Houthi também abordou a guerra em Gaza, afirmando que a agressão expôs a brutalidade dos EUA e de “Israel”, e que o conflito revelou o caráter do sionismo e de seus aliados internacionais. Ele defendeu maior mobilização da nação em apoio ao povo palestino e à resistência.
O dirigente também elogiou a Revolução Islâmica do Irã, dizendo que ela estabeleceu um sistema soberano, independente da hegemonia norte-americana, e que o país mantém posição de enfrentamento a planos sionistas. Al-Houthi mencionou avanços internos do Irã e seu apoio aos oprimidos, com destaque à Palestina.




