Uma nova apuração conduzida por cientistas forenses independentes concluiu que Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, teria sido vítima de homicídio, e não de suicídio, segundo relatos publicados nesta terça-feira (10) pelo Daily Mail. Cobain morreu em 5 de abril de 1994, aos 27 anos, em sua casa em Seattle. A investigação oficial à época apontou ferimento por arma de fogo e registrou suicídio.
A reavaliação foi lançada e financiada por Michelle Wilkins, descrita como líder do grupo de pesquisa “Who Killed Kurt?” (“Quem matou Kurt?”). Ela afirmou ao Daily Mail que o conjunto de provas indica que Cobain foi incapacitado por overdose de heroína antes do disparo, com posterior encenação da cena.
Wilkins declarou que a necrose de cérebro e fígado apontada na autópsia seria compatível com privação de oxigênio por overdose. “A necrose do cérebro e do fígado acontece em uma overdose. Não acontece em uma morte por espingarda”, disse.
Os peritos também mencionaram que a mão esquerda de Cobain, descrita como apoiada no cano da arma, estaria sem sangue, e que manchas na barra da camisa poderiam indicar deslocamento do corpo. Outro ponto citado foi a posição de um cartucho deflagrado, que, segundo os investigadores, não seria compatível com o funcionamento da arma na posição descrita.
O tabloide The Sun citou ainda um suposto relato de testemunha que afirmou ter visto Cobain sendo “arrastado por três homens para dentro de uma estufa” e, cerca de meia hora depois, ouvido um disparo.
O grupo pediu às autoridades de Seattle que alterem a causa da morte para “indeterminada” e reabram a investigação. Cobain deixou a esposa, Courtney Love, e uma filha, Frances Bean, então com 20 meses. Relatos apontam que ele não deixou testamento e que o espólio foi destinado à família, com valor estimado, à época, em cerca de US$50 milhões.





