Ghislaine Maxwell, ex-mulher e associada de Jeffrey Epstein, recusou-se a responder perguntas em depoimento a um comitê da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, invocando o direito de permanecer em silêncio previsto na Quinta Emenda da Constituição norte-americana.
Parlamentares do Comitê de Supervisão informaram na segunda-feira (9) que Maxwell se valeu do dispositivo para não se autoincriminar. O presidente do comitê, o republicano James Comer, declarou a jornalistas que o resultado foi “obviamente muito decepcionante” e disse que havia perguntas sobre os crimes atribuídos a Epstein e Maxwell e sobre possíveis cúmplices.
Maxwell cumpre pena de 20 anos por tráfico sexual em uma unidade federal no Texas, após condenação em 2021. Ela foi convocada a falar sobre vínculos com Epstein, mas seus advogados afirmaram que ela só testemunharia se recebesse indulto do presidente Donald Trump.
Em vídeo do depoimento a portas fechadas, Maxwell aparece sentada diante de uma mesa, vestida com camisa marrom fornecida pela prisão, repetindo que invocava “meu direito de permanecer em silêncio segundo a Quinta Emenda”.
O advogado David Oscar Markus disse ao comitê que Maxwell estaria “preparada para falar completa e honestamente” caso Trump conceda indulto. Ele também afirmou que Trump e Bill Clinton seriam “inocentes de qualquer irregularidade” e que “somente a Sra. Maxwell pode explicar por quê”.
A convocação ocorreu após a divulgação, pelo Departamento de Justiça, de milhões de documentos internos ligados a Epstein, que renovaram a pressão sobre figuras de alto escalão que se relacionaram com o financista nas décadas de 1990 e 2000.
Jorge Paulo Lemann, o grande parceiro de negócios de Epstein no Brasil




