Genocídio em Gaza

A arma sionista que evapora palestinos a 3.500 graus

Defesa Civil de Gaza documentou a evaporação de 2.842 palestinos desde 7 de outubro de 2025. As temperaturasentre 2.000 a 3.500ºC implicam na desintegração dos tecidos humanos.

As equipes da Defesa Civil de Gaza documentaram a evaporação de 2.842 palestinos desde 7 de outubro de 2023. Não se trata de uma estimativa, mas sim do resultado da análise de especialistas forenses no assunto. A evaporação dos corpos é decorrente do uso de armas térmicas e termobáricas por “Israel” contra a população civil, proibidas pela legislação internacional.

As armas térmicas e termobáricas possuem a capacidade de gerar temperaturas entre 2.000 ºC e 3.500 ºC quando atingem determinado local, o que transforma corpos humanos em cinzas em questão de segundos. Diferentemente dos explosivos tradicionais, que matam instantaneamente, esse tipo de armamento dispersa uma nuvem de calor extremo e cria uma enorme bola de fogo.

Uma mistura química de alumínio, magnésio e titânio é adicionada à munição, o que prolonga o tempo de calor. Por sua vez, o calor extremo é gerado através de uma mistura de TNT e alumínio, muito utilizada nas bombas norte-americanas como a MK-84.

O diretor-geral do Ministério da Saúde de Gaza, Doutor Munir al-Bursh, destacou o impacto do calor extremo gerado por esse tipo de armamento no corpo humano, composto por 80% de água. Uma vez exposto a uma temperatura de 3.000 ºC, combinado com pressão e oxidação, os fluidos do corpo humano fervem e os tecidos se desintegram instantaneamente. Trata-se de um processo químico inevitável.

Os especialistas desenvolveram um método para identificar as evaporações. Conforme o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Mahmoud Basal, o método consiste em entrar em uma residência na qual já se sabia o número exato de pessoas que viviam e confrontar o número de corpos encontrados no local com o que anteriormente se sabia. Se o número encontrado de corpos for menor, o próximo passo é procurar por traços biológicos no local, como marcas de sangue nas paredes ou pequenos fragmentos dos corpos, como couro cabeludo e pedaços de carne humana.

Uma investigação da emissora árabe Al Jazeera identificou as munições fabricadas pelos Estados Unidos e utilizadas por “Israel” em Gaza. As munições são MK-84 ‘Hammer’, BLU-109 bunker buster e GBU-39. Cabe destacar que a BLU-109 foi usada no ataque à “zona segura” de Al-Mawasi, local onde se concentravam refugiados palestinos, em setembro de 2024. Cerca de 22 pessoas desapareceram após o uso. A GBU-39 também foi utilizada no ataque à escola Al-Tabin com o uso de explosivos AFX-757.

O Estado de “Israel” não teria capacidade de utilizar esse tipo de armamento sem a autorização e o fornecimento dos Estados Unidos e dos países europeus. Conforme Diana Buttu, palestrante da Universidade Georgetown do Catar, “esse é um genocídio global, e não um genocídio exclusivamente israelense”.

As armas térmicas e termobáricas não fazem distinção entre civis e combatentes, conforme é do conhecimento de norte-americanos e europeus. Diana afirma que “o mundo sabe que Israel possui e utiliza armas que são proibidas”.

São inúmeros os relatos de palestinos que não conseguem encontrar os corpos de seus familiares e reportam os desaparecimentos. Os traços biológicos são evidências da evaporação. Yasmin Mahan entrou, ao amanhecer de 10 de agosto de 2024, nas ruínas da escola Al-Tabin, localizada na Cidade de Gaza. Esse local havia sido atacado por “Israel”. Ela encontrou seu marido gritando de dor, porém jamais conseguiu encontrar seu filho Saad. A pior parte da evaporação, declarou Yasmin à emissora Al Jazeera árabe, é não poder enterrar o corpo de seu filho.

As evaporações são mais uma demonstração da monstruosidade do genocídio cometido por “Israel”, com apoio dos Estados Unidos e dos principais países europeus contra os palestinos em Gaza. De 7 de outubro de 2023 até 8 de fevereiro de 2026, 72.027 palestinos foram mortos (1 em cada 33 pessoas) e 171.651 ficaram feridos (1 em cada 14 pessoas). Além disso, estima-se que haja dezenas de milhares de pessoas sob os escombros e uma quantidade indefinida de mortes não documentadas por motivos variados, como doenças infecciosas, fome e frio.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estimou, em 11 de outubro do ano passado, que 83% de todas as estruturas e residências foram danificadas no enclave. Os dados são inequívocos sobre a intensidade dos bombardeios: 123.464 prédios foram destruídos completamente, 17.116 severamente danificados, 33.857 moderadamente danificados e 23.857 levemente danificados, num universo de 198.273 estruturas afetadas de alguma forma.

O uso de armas proibidas, os bombardeios generalizados à infraestrutura social e a ocupação militar também expõem que o objetivo dos sionistas é a limpeza étnica.

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