Nesta segunda-feira (9), a Polícia Federal (PF) confirmou ter quebrado a criptografia do iPhone 17 Pro Max de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, recuperando mensagens, áudios, vídeos e arquivos que teriam sido excluídos pelo investigado. A perícia utilizou softwares especializados após Vorcaro se recusar a fornecer a senha durante depoimentos, sob o argumento de preservação da privacidade. Os dados agora passam por análise, com foco em possíveis tentativas de interferência na liquidação extrajudicial da instituição, incluindo contatos com autoridades do Banco Central, do Judiciário e de outras esferas, além de negociações suspeitas relacionadas ao Banco de Brasília (BRB) e pressões para postergar medidas regulatórias.
No mesmo dia, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, deu declarações sobre o caso durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo. Ele destacou que o problema não era oferecer rendimentos elevados em CDBs (prática legal e comum), mas dificuldades de liquidez combinadas com questionamentos sobre a qualidade e até a própria existência de ativos declarados, como carteiras de crédito infladas ou inexistentes. Ele alegou que, desde novembro de 2024, o BC concedeu prazos para correções, intensificou fiscalizações e, ao identificar descumprimentos graves, encaminhou fatos ao Ministério Público (MP) e à Justiça.
No evento da ABBC, o diretor de Regulação do BC, Gilneu Vivan, afirmou que o caso levará a revisões nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), incluindo possíveis ajustes em tarifas e mecanismos de prevenção, em meio a pagamentos já superiores a R$40 bilhões (estimados em até R$46,9 bilhões, somados Master e Will Bank).
Investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Dias Toffoli avaliam possível enquadramento em estelionato e fraudes na emissão de títulos e em sociedades por ações, com foco em artifícios para obter vantagens indevidas. A defesa de Vorcaro sustenta que o banco operava dentro das normas e que sofreu interferências de grandes instituições. O BRB, que comprou carteiras de crédito do Master (incluindo R$12,2 bilhões em ativos questionados), apresentou plano de recomposição de capital ao BC, enquanto fundos previdenciários de estados e municípios enfrentam déficits de cerca de R$1,6 bilhão em aplicações não cobertas integralmente pelo FGC.
Ao mesmo tempo, os ministros do Supremo tentam se esquivar do caso, apesar de todas as provas de envolvimento de figuras como Alexandre de Moraes com Vorcaro e o esquema do Banco Master.





