No dia 29, uma sentença da Justiça do Rio de Janeiro anulou o congresso municipal do Rede Sustentabilidade, realizado em fevereiro de 2025, alegando graves irregularidades na convocação e no processo de votação. A decisão também invalida as etapas estadual e nacional, afetando a eleição de Paulo Lamac para a presidência da legenda.
O juiz Marcos Antônio Ribeiro de Moura Brito afirmou que o Rede adota um modelo piramidal, no qual a nulidade na base municipal contamina as instâncias superiores. Entre as falhas apontadas estão a convocação feita por stories do Instagram, sem observância do prazo estatutário, e indícios de fraude no credenciamento, com registro de assinaturas de pessoas ausentes e ausência de conferência de identidade. Lamac é aliado da deputada Heloísa Helena e venceu o setor ligado à ministra Marina Silva.
Embora a Constituição Federal determine que é livre a criação de partidos políticos, bem como a autonomia do seu funcionamento, o Poder Judiciário não respeita esse princípio político fundamental. Foi o que ocorreu neste caso. Trata-se de uma intervenção da Justiça para favorecer a ala de Marina Silva, cuja atuação política é marcada pela defesa dos interesses do imperialismo, como demonstrado por sua passagem pelo Ministério do Meio Ambiente, quando criou diversos obstáculos à exploração, pela Petrobrás, da Margem Equatorial, em benefício de grandes empresas petroleiras estrangeiras.
O Rede Sustentabilidade é um partido burguês, com apoio declarado de banqueiros. Marina Silva representa sua ala mais reacionária e, por isso, ocorre a intervenção judicial para manter o controle do partido por esse setor.





