A greve dos rodoviários do sistema urbano chegou ao oitavo dia nesta sexta-feira (6) sem que os ônibus voltassem a circular em São Luís, apesar de decisão ilegal do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) ter determinado o fim da paralisação e fixado reajuste salarial de 5,5%.
Na manhã desta sexta-feira (6), trabalhadores relataram que nenhum motorista compareceu à garagem de uma das empresas, impedindo a saída de veículos. Apenas o sistema semiurbano segue rodando na Grande Ilha, ainda assim sem entrar nos terminais de integração.
A decisão do TRT determinou que o sistema urbano recebesse o mesmo reajuste do semiurbano: 5,5%, cerca de R$151 no salário e pouco mais de R$49 no tíquete-alimentação. Com isso, a média salarial do motorista na Grande Ilha fica em aproximadamente R$2.900 brutos, além de cerca de R$900 no vale-alimentação.
Rodoviários afirmam que o reajuste é insuficiente diante das condições de trabalho e apontam problemas como acúmulo de funções, ligado à redução de cobradores, além de atrasos no pagamento de salários e do tíquete-alimentação. Na quinta-feira (5), motoristas protestaram no Terminal da Praia Grande e caminharam até o TRT durante audiência de conciliação, sem que a Prefeitura de São Luís ou a SMTT apresentassem contraproposta.
O Sindicato das Empresas de Transporte de São Luís afirma que a crise decorre do não pagamento de subsídios pela Prefeitura, o que dificultaria o cumprimento de salários e benefícios. A Agência Estadual de Mobilidade Urbana informou que acompanha o caso e que o reajuste está sendo aplicado. A Prefeitura declarou que o retorno depende dos trabalhadores, já que a decisão judicial ditatorial já foi tomada.





