Oriente Médio

Hamas se diz pronto para transferência de poder em Gaza

Porta-voz convocou todas as partes a "facilitarem o trabalho do comitê de administração de Gaza para iniciar o processo de recuperação dois anos após a guerra"

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) anunciou que concluiu os procedimentos necessários para a transferência de autoridade para o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, assim que o comitê ingressar na Faixa de Gaza. O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, disse que o grupo formou um grupo de base ampla que inclui partidos políticos, clãs, representantes da sociedade civil e figuras de instituições internacionais para supervisionar a entrega de órgãos governamentais e administrativos ao comitê.

Qassem convocou todas as partes a “facilitarem o trabalho do comitê de administração de Gaza para iniciar o processo de recuperação dois anos após a guerra”, enfatizando a necessidade de cooperação durante a fase de transição.

O comitê, que já havia sido proposto pelas forças de resistência muito antes da proposta de paz de Donald Trump, surge para organizar uma transição após a guerra em Gaza. Diferente do modelo anterior, onde o Hamas detinha o controle exclusivo e direto de Gaza, este novo órgão é apresentado como uma entidade de unidade técnica e política com uma base diversificada. Entre seus objetivos, estão:

Reconstrução e Recuperação: Prioridade máxima para a reconstrução de moradias, hospitais e escolas destruídos durante os dois anos de guerra.

Gestão de Serviços Básicos: Administração das redes de energia, saneamento e distribuição de água.

Coordenação Humanitária: Gerenciar a entrada de suprimentos via passagem de Rafá, trabalhando em conjunto com a Missão de Assistência Fronteiriça da União Europeia.

Transição de Poder: Supervisionar a entrega física e burocrática dos prédios governamentais e registros administrativos que antes estavam sob comando direto do Hamas.

Embora o Hamas esteja entregando a administração formal, o movimento atuou como o arquiteto da formação deste comitê. Ao transferir o poder para uma entidade “ampla e representativa”, o Hamas busca reduzir a pressão internacional e o isolamento político. Em suma, o Comitê Nacional é a tentativa de criar um “governo de tecnocratas e notáveis” capaz de gerir a crise humanitária enquanto as forças políticas maiores negociam o futuro político e a retirada total das forças de ocupação.

O anúncio do Hamas coincidiu com a reabertura da passagem de Rafá entre a Faixa de Gaza e o Egito em ambas as direções para a movimentação de indivíduos, sob o que foi descrito como “números limitados e restrições rigorosas”, com o exército israelense estabelecendo um posto de controle dentro da passagem.

A Autoridade de Radiodifusão de Israel informou na segunda-feira (2) que a passagem de Rafá foi reaberta de acordo com os arranjos acordados, permitindo que 150 pessoas saiam da Faixa de Gaza diariamente em troca da entrada de 50 pessoas vindas do Egito.

Sob o acordo, a passagem é operada pela Missão de Assistência Fronteiriça da União Europeia como parte de um mecanismo internacional e em coordenação com o lado egípcio. As operações ocorrerão por seis horas diárias, das 9h às 15h.

O exército israelense anunciou no domingo (1º) que concluiu o estabelecimento de um corredor de triagem e inspeção para indivíduos que chegam do Egito à Faixa de Gaza através de Rafá, após o que descreveu como uma fase de testes bem-sucedida. Segundo o comunicado, instruções processuais foram fornecidas aos palestinos e ao pessoal da União Europeia responsável pela operação da passagem.

A passagem de Rafá permaneceu fechada durante toda a guerra genocida israelense na Faixa de Gaza, um fechamento que contribuiu para o agravamento da fome, o aperto do cerco e a morte lenta de palestinos no território.

O acordo de cessar-fogo incluiu uma fórmula estipulando que a resistência palestina entregaria todos os prisioneiros israelenses em troca de uma segunda fase que garanta a retirada das forças de ocupação da Faixa de Gaza e a reabertura definitiva da passagem de Rafá.

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