Coluna

Por que a esquerda não pode abandonar a questão militar

Revolucionários não podem ignorar a necessidade de forças armadas

Boa parte da esquerda quando fala sobre a questão militar apenas repete como papagaio os mesmos jargões de sempre. Falam que os militares são golpistas, que as forças armadas tutelam a política, e que as guerras atuais são fenômenos provocados pelo capitalismo. Tudo isso é verdade, mas um revolucionário que se preze precisa ir além do senso-comum esquerdista e ter uma reflexão séria sobre o que são e como deveriam ser as instituições militares.

De cara, devemos deixar claro que algum tipo de força armada é indispensável. Se amanhã invadirem o Brasil, quem vai pegar em armas para combater o invasor? Os esquerdistas pequeno-burgueses que são contra o armamento? Claro que não. Esses iriam apenas se esconder embaixo da cama ou fugir para Miami.

Para preparar as pessoas de forma eficaz contra uma invasão estrangeira, é importante que o serviço militar seja obrigatório para homens e mulheres. O serviço deve ser no contraturno de trabalho, de tal forma que as pessoas possam trabalhar normalmente e, no turno inverso, realizar o serviço militar durante um período determinado. Todavia, o serviço deve ser totalmente diferente desse que temos hoje, onde as pessoas são ensinadas basicamente a pintar meio-fio e capinar ervas daninhas. O foco deveria ser em ensinar, na prática, táticas e estratégias militares que funcionam no nosso território nacional, bem como o manuseio dos mais diferentes tipos de armas, englobando desde armas curtas, como revólveres e pistolas, até armas mais complexas, como metralhadoras e canhões.

A fim de que as forças armadas não se tornem um antro golpista, é importante também politizá-las. Isso significa que deve ser permitido aos militares se sindicalizarem e haver eleição para determinados cargos dentro da corporação – o que implica necessariamente uma discussão política mais ampla. Isso dificulta que poucos generais mobilizem sem hesitação um grande contingente para dar golpes de Estado.

Aliado à discussão política, é preciso fomentar uma nova doutrina militar. Atualmente, as forças armadas nacionais estão totalmente submetidas às diretrizes do Comando Sul dos Estados Unidos, que através da promoção de treinos dos nossos soldados em solo ianque, bem como da infiltração direta no alto comando nacional, ordenam muito do que vai ser feito aqui. Não se deve mais partir da ideia de que há um “inimigo interno” a ser combatido, mas sim de uma defesa estratégica dos recursos nacionais, da integração com projetos de desenvolvimento e da subordinação ao poder civil.

As formulações acima são parte do nosso programa partidário para as Forças Armadas. Caso se mantenha a papagaiada esquerdista tradicional, não haverá nenhum avanço nesse sentido: as forças armadas continuarão torcendo o nariz para os “vermelhinhos”, e caindo facilmente na mão de bolsonaristas pseudopatriotas.

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

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