As agressões de “Israel” contra Gaza, intensificadas nos últimos dias, revelam o desespero de quem está perdendo. O Estado sionista, apesar de seu armamento de ponta e do apoio bilionário do imperialismo, não consegue derrotar a resistência palestina. E quando perde no campo político e militar, reage como um jogador infantil: quebra o tabuleiro, bombardeia civis, sabota acordos e acusa os outros.
A última sequência de ataques — que incluiu o bombardeio a tendas de deslocados em Khan Iunis, assassinando sete pessoas de uma mesma família, incluindo seis crianças — foi apenas mais um episódio da histeria sionista diante de seu fracasso. Em comunicado, o Hamas denunciou o massacre como uma “sabotagem deliberada do acordo de cessar-fogo”, firmado há quatro meses, e chamou a agressão de “escalada perigosa” que visa sabotar os esforços internacionais de mediação.
A política do governo de Benjamin Netaniahu é clara: onde não consegue impor controle, semeia o terror. Bombardeia abrigos, destrói prédios residenciais, ataca campos de refugiados. O Comitê de Acompanhamento das Forças Nacionais e Islâmicas, reunido em Gaza no dia 31 de janeiro, afirmou que a agressão israelense visou sabotar a criação do novo Comitê Nacional para a Administração da Faixa de Gaza — uma iniciativa palestina de reorganização interna.
O saldo da agressão desde o anúncio do comitê foi devastador: 71 mártires, 140 feridos (a maioria em estado grave), 96 bombardeios aéreos e 61 ataques diretos contra civis. Ao todo, 17 edifícios residenciais foram destruídos, muitos deles com famílias inteiras em seu interior.
O regime sionista, por sua vez, tenta manter a farsa. Em declarações cínicas, afirma que os ataques são “respostas” a supostas violações do Hamas. Mas como afirmou o porta-voz da resistência, Hazem Qassem, essas alegações “não passam de uma tentativa exposta e desesperada de justificar massacres horríveis contra civis”. A atitude de Netaniahu é de quem se esconde, sabota e mente para salvar a própria pele.
Outro exemplo do comportamento infantil e criminoso de “Israel” é o tratamento dado à passagem de Rafá, na fronteira com o Egito. Após quase dois anos de fechamento, “Israel” permitiu uma reabertura “experimental” em 1º de fevereiro — mas apenas para entrada e saída limitadas de pessoas, sob forte vigilância, inclusive de observadores da União Europeia.
Enquanto isso, o novo comitê palestino declarou que a passagem estaria aberta “em ambos os sentidos” a partir de segunda-feira (2). Mas “Israel” continua controlando a fronteira, impondo cotas (150 saídas e apenas 50 entradas por dia), restringindo a entrada de ajuda humanitária, e ainda promovendo interrogatórios e abusos humilhantes contra os que tentam voltar para casa — inclusive mulheres e crianças.
Acuado pela luta de libertação nacional, desacreditado internacionalmente, “Israel” enfrenta um novo fator: a solidariedade global com a causa palestina deixou de ser apenas simbólica e começa a se transformar em força política organizada. Netaniahu perde terreno internamente, a economia sionista começa a vacilar, e as Forças Armadas enfrentam desgaste e desmoralização. Enquanto isso, a resistência palestina — mesmo diante da catástrofe humanitária — segue firme, coordenando ajuda, enfrentando o bloqueio e convocando o mundo à luta.
Como todo regime em agonia, “Israel” apela à violência desesperada.





