Pelo menos 177 rebeldes foram mortos em uma repressão de segurança no Paquistão após ataques coordenados que deixaram mais de 50 mortos.
A operação foi anunciada no domingo (1º), após ataques do grupo insurgente Exército de Libertação do Baluchistão em vários locais na província do sudoeste do Baluchistão, que faz fronteira com o Irã e o Afeganistão.
Os ataques começaram cedo no sábado (30) e mataram pelo menos 31 civis, incluindo cinco mulheres, bem como 17 membros das forças de segurança, informou a emissora catariana Al Jazeera.
O número de militantes mortos nas últimas 48 horas na resposta das autoridades paquistanesas foi o mais alto em décadas, segundo os relatos.
“As forças de segurança, a polícia e as agências de inteligência frustraram as intenções nefastas dos terroristas ao tomar medidas oportunas e eficazes”, disse o Ministro do Interior, Mohsin Naqvi, em um comunicado.
O governo e as forças armadas do Paquistão alegaram que o BLA recebe apoio da Índia – uma acusação que Nova Deli negou.
“Rejeitamos categoricamente as alegações infundadas feitas pelo Paquistão, que nada mais são do que suas táticas habituais para desviar a atenção de suas próprias falhas internas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal.
“Em vez de repetir reivindicações fúteis toda vez que há um incidente violento, seria melhor focar em atender às demandas de longa data de seu povo na região. Seu histórico de repressão, brutalidade e violação dos direitos humanos é bem conhecido”, postou ele no X.
O BLA foi proibido no Paquistão em 2009 sob as leis antiterrorismo do país. O grupo rebelde disse que os ataques faziam parte de uma operação coordenada apelidada de Tempestade Negra, visando as forças de segurança em toda a província.




