De acordo com informações veiculadas pelo governo russo, na última quinta-feira (28), homens armados em motocicletas atacaram o Aeroporto Internacional Diori Hamani em Niamey, no Níger, que abriga uma base aérea usada por uma força militar conjunta envolvendo Níger, Mali e Burkina Faso, bem como soldados russos.
Uma afiliada do Estado Islâmico no Sael assumiu a responsabilidade pelo ataque. O grupo tem sido associado a uma série de ataques no Níger nos últimos meses, incluindo um ataque na região de Tillaberi em setembro que, segundo relatos, matou mais de 120 pessoas, e o sequestro de um piloto americano em outubro.
O governo russo também confirmou que cerca de 20 dos “aproximadamente 40 militantes” envolvidos foram mortos nos confrontos, e que armas e outras propriedades foram apreendidas.
“Moscou condena veementemente este último ataque extremista. Um ataque semelhante ocorreu em setembro de 2024 no aeroporto da capital do Mali. De acordo com as informações disponíveis, forças externas estão envolvidas nos ataques terroristas, fornecendo treinamento e suporte técnico”, declarou o Ministério de Relações Exteriores.
O governo militar do Níger, juntamente com seus aliados em Mali e Burquina Fasso, firmou novas alianças militares – inclusive com a Rússia – para combater a atividade rebelde ligada à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico. Os três países são comandados por juntas militares nacionalistas e anti-imperialistas.




