Duas crianças palestinas foram feridas por tiros das forças de ocupação de “Israel” no sábado (31), durante uma incursão no campo de refugiados de Al-Jalazone, localizado ao norte de Ramala, na Cisjordânia ocupada.
Fontes locais relataram que as forças de ocupação invadiram o campo e abriram fogo, ferindo duas crianças. O estado de saúde delas não foi divulgado.
Confrontos também eclodiram entre residentes e forças de ocupação israelenses na cidade de Turmus Ayya, a nordeste de Ramala. Não houve relatos de prisões. Paralelamente, tropas de ocupação invadiram as aldeias vizinhas de Kafr Malik, Abu Falah e Deir Dibwan, intensificando suas operações no centro da Cisjordânia.
No norte do Vale do Jordão, colonos israelenses atacaram tendas palestinas em Hammamat Al-Maleh e tentaram roubar gado de cercados de moradores. Outro grupo de colonos lançou um assalto a uma casa na área de Ras Al-Ain, em Qusra, ao sul de Nablus.
Os moradores enfrentaram os colonos, frustrando o que parecia ser um esforço para estabelecer um novo posto avançado de assentamento na área.
Apesar da agressão, os residentes em Qusra repeliram com sucesso a tentativa dos colonos de tomar terras para um novo posto avançado, em meio a temores crescentes de expansão das atividades de assentamento em toda a Cisjordânia ocupada.
A Cisjordânia ocupada está passando por sua crise humanitária mais grave desde 1967, alertou a agência da ONU para refugiados palestinos, citando deslocamentos em massa e destruição generalizada causada por incursões israelenses em campos de refugiados.
Em uma publicação no X, Philippe Lazzarini, o comissário-geral da UNRWA, disse que cerca de 33.000 pessoas permanecem deslocadas à força de campos de refugiados no norte da Cisjordânia, um ano após “Israel” ter lançado sua operação “Muralha de Ferro”.




