Irã

O cinema como pretexto para golpe imperialista

Articulista brasileiro sai em defesa da 'democracia" contra regime revolucionário iraniano

Uma onda de histeria tomou conta da imprensa internacional “progressista” diante da suposta prisão de Mehdi Mahmoudian, corroteirista do filme Foi Apenas um Acidente. Mas não precisa uma análise atenta para identificar a operação ideológica em curso: um ataque orquestrado contra o Irã, sob o disfarce de “liberdade artística”.

No texto Cinema entre grades: Teerã prende e prova que não foi apenas um acidente, publicado pelo Brasil 247, Washington Araújo entrega o jogo logo de início, ao se baseia em fontes abertamente ligadas ao imperialismo, como Variety e The Hollywood Reporter. Ou seja, a versão dos fatos vem diretamente da imprensa que serve aos interesses dos Estados Unidos e “Israel”. Pior ainda, a matéria sequer tenta investigar os acontecimentos no Irã, contentando-se em reproduzir, como papagaios, as versões mais convenientes ao grande capital.

E o próprio Mahmoudian? O suposto mártir da “repressão” é alguém que, segundo o próprio autor da matéria, assinou uma carta acusando o líder do Irã, Ali Khamenei, de “crimes contra a humanidade”. Com base em quê? Nenhuma prova é apresentada. Nenhum crime é citado. Apenas a calúnia nua e crua, feita num momento de ofensiva internacional contra o país. Que outro país do mundo deveria aceitar tal provocação em silêncio?

Se tomarmos por verdadeiro o relato da matéria, a prisão de Mahmoudian seria, na verdade, necessária. O roteirista empreendeu uma campanha pública pela derrubada do governo iraniano, lançando acusações gravíssimas sem provas. Tudo isso no exato momento em que o Irã sofre uma ofensiva coordenada, com protestos organizados, financiados e armados pelo sionismo e pelo imperialismo.

Nessa conjuntura, a “carta aberta” assinada por Mahmoudian é, na verdade, um ato político de sabotagem, parte da campanha de desestabilização do Irã. Como qualquer país soberano, o Irã tem todo o direito de reagir contra aqueles que agem como correias de transmissão do inimigo.

A matéria tenta vender os protestos no Irã como explosões espontâneas. Mas a realidade é outra. Os protestos de janeiro de 2026 foram ações orquestradas e financiadas por potências estrangeiras, principalmente os Estados Unidos e “Israel”, como já foi amplamente comprovado. Os “manifestantes pacíficos” estavam armados, atacaram instalações públicas e privadas, e tentaram fomentar uma guerra civil no país.

Trata-se de mais um exemplo do velho manual do imperialismo: fomentar o caos interno para justificar sanções, intervenções e, no limite, uma  intervenção militar — sempre, é claro, sob o manto hipócrita da “democracia”.

A esquerda pequeno-burguesa — como a que celebra Mahmoudian como herói — insiste em uma falsa dicotomia: democracia versus ditadura. Uma oposição abstrata que serve apenas aos interesses do imperialismo. A verdadeira divisão do mundo hoje é entre países oprimidos e o imperialismo. O Irã é uma nação sitiada, que resiste ao domínio dos EUA e seus aliados. É, acima de tudo, a principal força do Eixo da Resistência.

A transformação de um filme em “testemunho” contra o regime iraniano, com financiamento e exibição nos principais centros dos países imperialistas (Cannes, Londres, Nova Iorque), é parte de uma estratégia bem conhecida: usar a cultura como cavalo de Troia. É uma operação política, financiada e aplaudida pelos países interessados em destruir o Irã.

A Palma de Ouro e as indicações ao Oscar não são reconhecimento artístico, mas selos de aprovação da OTAN. O filme, longe de ser um “acidente”, é uma peça de propaganda — cuidadosamente produzida, distribuída e celebrada para minar um governo hostil aos interesses dos EUA.

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