A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou no domingo (1º) que o navio Chrysopigi Lady zarpou de um porto venezuelano transportando o primeiro carregamento de gás liquefeito de petróleo (GLP) exportado pelo país. Ao anunciar a saída do navio, Rodríguez afirmou que, “junto à classe trabalhadora, marcamos este marco histórico ao exportar a primeira molécula de gás do país, uma conquista para o bem-estar do povo venezuelano”.
Contrato e meta de ampliar exportações
Rodríguez já havia declarado, em 16 de janeiro, durante o Conselho Nacional de Economia Produtiva, que a Venezuela assinou, “pela primeira vez em sua história”, um contrato de comercialização de GLP. Na ocasião, disse que o passo colocava o país como uma potência em formação nesse segmento, para além do petróleo. “Tínhamos dito, tínhamos anunciado: que exportaríamos a primeira molécula de gás e estamos cumprindo. Estamos cumprindo com o presidente Maduro e estamos cumprindo com o nosso povo”, declarou.
Produção, sanções e combustível nacional
A presidenta em exercício relacionou o início da exportação às iniciativas da indústria nacional de hidrocarbonetos para elevar a produção. Como exemplo, apontou que a Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) chegou a 1.200.000 barris diários, marca não registrada desde 2015, antes da imposição de medidas coercitivas unilaterais pelo imperialismo norte-americano contra o país. Rodríguez também afirmou que toda a gasolina consumida em 2025 foi de produção nacional.
Trabalhadores, reservas e fundos soberanos
Em 25 de janeiro, durante encontro com trabalhadores do setor de hidrocarbonetos na refinaria de Puerto La Cruz, no estado de Anzoátegui, Rodríguez declarou que o objetivo é transformar as reservas de petróleo e gás em prosperidade concreta para a população. “Cabe a nós agora nos convertermos no país com as maiores reservas petrolíferas do mundo, entre as maiores reservas de gás deste hemisfério; cabe a nós agora nos convertermos em uma verdadeira potência produtora de petróleo e gás”, afirmou.
Nas últimas semanas, o Governo Bolivariano criou dois fundos soberanos, um de proteção social e outro de infraestrutura e serviços, para direcionar parte das receitas do petróleo ao desenvolvimento econômico e social, com repasse direto em benefícios à população. Em paralelo, a Assembleia Nacional aprovou a reforma da Lei de Hidrocarbonetos, apresentada como uma medida para modernizar o setor energético, atrair investimento tecnológico e capital e reativar a produção após anos de sanções.
De acordo com dados do Ministério de Hidrocarbonetos, a Venezuela ocupa o oitavo lugar mundial em reservas de gás, com 200,3 trilhões de pés cúbicos normais (MMMPCN).



