O secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Serguei Shoigu, viajou neste domingo (1º) à República Popular da China para se reunir com Wang Yi, membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China e ministro das Relações Exteriores. No encontro, os dois trataram da situação internacional e regional de segurança, em meio ao aumento das tensões no Oriente e no Pacífico.
Durante a reunião, Shoigu reafirmou o apoio “constante e inquebrantável” de Moscou a Pequim na questão de Taiuã. O dirigente russo afirmou que “os detratores de China continuam desestabilizando a situação no estreito de Taiuã”, em referência às iniciativas que estimulam a escalada na região e a pressão contra a política de “uma só China”.
Shoigu também reiterou que a Rússia reconhece o governo chinês como “o único legítimo que representa toda a China”, posição adotada pela maioria dos países no plano internacional. Além disso, expressou preocupação com a política de militarização acelerada do Japão, apontada como fator adicional de instabilidade no entorno regional.
Na reunião, a Rússia indicou disposição para reforçar a coordenação com a China em organismos multilaterais, como a ONU e o Conselho de Segurança, além de fóruns como os BRICS e a Organização de Cooperação de Xangai. A pauta comum, conforme declarado, é o fortalecimento de um “mundo multipolar”, o combate a “práticas neocoloniais” e a discussão da segurança da Eurásia.
Pelo lado chinês, Wang Yi declarou que China e Rússia devem impulsionar “a construção de um sistema de governança global mais justo e equitativo”, defendendo “um mundo multipolar equitativo e ordenado” e uma globalização econômica “inclusiva”.



