O governo dos Estados Unidos entrou em uma paralisação (shutdown) parcial — o segundo caso do tipo desde outubro passado — em meio a um impasse acirrado entre democratas e republicanos sobre imigração.
Desde a madrugada de sábado, os departamentos de Guerra, Educação, Saúde e Serviços Humanos, Segurança Interna, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Trabalho, Estado, Transportes e o Tesouro ficaram sem verba federal, com o Gabinete Executivo do Presidente e a Suprema Corte também afetados. Todas as outras agências federais já tiveram seus fundos alocados.
O pacote de financiamento de US$ 1,2 trilhão travou após incidentes fatais nos quais agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) mataram a tiros Alex Pretti e Renee Good durante uma operação contra imigrantes ilegais em Minneapolis, Minnesota, no início deste mês.
Os legisladores democratas exigiram que um dos seis projetos de lei restantes — o do Departamento de Segurança Interna e suas agências associadas — fosse retirado do pacote, a menos que estipulasse reformas significativas na fiscalização de imigração. Eles pediram, entre outras coisas, a criação de um código de conduta para agentes do ICE e a obrigatoriedade de identificação por parte dos agentes federais.
A senadora democrata de Washington, Patty Murray, afirmou que o ICE e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA estão “fora de controle, e não podemos simplesmente esperar que o mesmo presidente que causou essa confusão a resolva”. O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, disse que os democratas buscam “mudanças drásticas no Departamento de Segurança Interna”.
O Senado aprovou o pacote de cinco projetos na noite de sexta-feira; no entanto, ele deve ser aprovado novamente pela Câmara dos Representantes antes de virar lei. Os membros da Câmara só retornarão do recesso na noite de segunda-feira, resultando em uma paralisação parcial até lá.
No outono passado, o governo federal dos EUA enfrentou sua paralisação mais longa da história, durando cerca de 43 dias. Ela terminou em meados de novembro, quando a Câmara aprovou um projeto para financiar o governo até 30 de janeiro de 2026.
O impasse na época ocorreu em uma disputa sobre créditos fiscais de saúde sob o Lei do Seguro de Saúde Acessível (conhecido como Obamacare), que os democratas buscavam estender para o ano seguinte. Oito senadores democratas acabaram quebrando o impasse ao votar com os republicanos.




