As gigantes das redes sociais, como a Meta de Mark Zuckerberg, estão sob fogo cruzado por práticas que visam à defesa de interesses políticos e à manutenção de seu poder econômico, minando a liberdade de expressão e a privacidade de bilhões de usuários. A denúncia de censura e a revelação de suposta quebra da criptografia no WhatsApp expõem o lado sombrio do controle exercido por esses monopólios digitais.
Recentemente, a conta “soupalestina”, por exemplo, dedicada a denunciar crimes contra o povo palestino e apoiar a resistência, foi banida definitivamente pelo Instagram (Meta) pela terceira vez. O responsável pela conta acusou a plataforma de cancelar o perfil “porque defender direitos humanos, justiça e soberania dos povos, fere os princípios da plataforma,” enquanto protege “genocidas e criminosos de guerra, como Trump e Netanyahu.” A Human Rights Watch confirmou um padrão de censura da Meta contra conteúdos pró-Palestina desde outubro de 2023, sob pretextos vagos, enquanto publicações que glorificam o exército israelense circulam livremente. Este padrão evidencia um alinhamento da política de moderação com os interesses dos EUA e da ocupação sionista, “Israel”.
Paralelamente, a Meta enfrenta uma ação judicial coletiva internacional (protocolada em 23 de janeiro em San Francisco) que contesta a segurança do WhatsApp. Usuários do Brasil, Austrália, Índia, México e África do Sul alegam que elas “armazenam, analisam e conseguem acessar virtualmente todas as comunicações supostamente privadas dos usuários,” desmentindo a garantia de criptografia de ponta a ponta que a empresa utiliza como principal pilar de marketing. A Meta negou a acusação, classificando a ação como “frívola”, mas a controvérsia foi endossada pelo fundador do Telegram, Pavel Durov, que declarou que precisa ser “um idiota para acreditar que o WhatsApp é seguro em 2026,” citando a descoberta de “múltiplos vetores de ataque” na criptografia.
A censura política e a violação da privacidade representam graves ameaças aos direitos democráticos. É urgente denunciar o que vem ocorrendo e mobilizar com ações que garantam a liberdade de expressão irrestrita, o fim de quaisquer censuras arbitrárias e a proteção da privacidade de ponta a ponta. As plataformas digitais não podem continuar a operar como zonas de exceção, manipulando a informação e o debate em favor de seus interesses e de seus aliados políticos. A luta por amplos direitos democráticos nas redes sociais é uma pauta central para o futuro da informação e da soberania popular.





