Duas das principais instituições de ensino superior de São Paulo, a ESPM e o Insper, adotaram medidas para restringir o uso de aparelhos celulares em sala de aula nos cursos de graduação a partir deste semestre. As novas regras, que acompanham o início das aulas em fevereiro de 2026, limitam a utilização dos dispositivos durante as atividades presenciais e permitem exceções apenas quando houver autorização do professor para fins pedagógicos ou de gestão da classe.
Na ESPM, a regulamentação é mais abrangente e inclui também laptops e tablets, que devem permanecer guardados e silenciados. O uso desses aparelhos, mesmo quando liberado, deve se restringir estritamente a atividades acadêmicas, sob risco de advertência formal.
O Insper adotou diretrizes com algumas diferenças em relação à ESPM. A restrição foca prioritariamente nos celulares, mantendo notebooks e tablets liberados para uso geral. Ao contrário da outra instituição, a política do Insper não prevê punições automáticas ou advertências formais, delegando ao professor a responsabilidade de intervir caso o uso do aparelho prejudique a dinâmica da aula. A decisão do instituto foi influenciada pela recente Lei Federal nº 15.100/2025, que proibiu celulares na educação básica em todo o país, embora a norma não alcance o ensino superior.
Ambas as faculdades afirmam que as mudanças buscam melhorar o desempenho acadêmico e a interação em sala de aula, baseando-se em pesquisas recentes sobre os benefícios da limitação de smartphones no ambiente educacional. Enquanto a ESPM reforça que a iniciativa faz parte de seu Plano Diretor Acadêmico focado na autonomia e nas boas práticas tecnológicas, o Insper ressalta que as novas normas se aplicam exclusivamente à graduação, não atingindo os cursos de pós-graduação.





