Brasil

Classe trabalhadora doente: em 5 anos dobram pedidos de afastamento

Além da enorme quantidade de fraturas, mostrando trabalhos precários e sem o mínimo de segurança, cresceu e bateu um novo recorde as chamadas doenças “emocionais”

No ano de 2025 o Brasil registrou mais de quatro milhões de pedidos de afastamento do trabalho por doenças – o maior dos últimos cinco anos -, e mais que dobrou desde 2021, que chegou a 1.983.421. Foram 4.126.112 pedidos de afastamento por incapacidade temporária.  O maior registro dos pedidos de afastamento foi a dor na coluna (dorsalgia), seguido por outros transtornos de discos intervertebrais (hérnias de disco), fraturas da perna, transtornos ansiosos, lesões no ombro e episódios depressivos, entre outros.

Doenças “emocionais” cresceram exponencialmente

Além da enorme quantidade de fraturas, mostrando trabalhos precários e sem o mínimo de segurança, cresceu e bateu um novo recorde os assim chamados casos “emocionais”. Em 2025 casos de ansiedade e depressão cresceram muito e se tornaram o segundo maior motivo de afastamento do trabalho.

Os dados coletados do Ministério da Previdência Social evidenciam ainda mais a farsa do “crescimento” dos empregos no Brasil apresentados pelo governo Lula, isso porque o aumento substancial no número de pedidos de afastamento ligados a doenças do trabalho, como fraturas e dores nas costa,s mostram a precariedade do dito emprego e da falta de condições adequadas para trabalhar, garantindo horários de descanso e equipamentos de proteção. Os dados revelam que são subempregos realizados de qualquer forma e nas piores condições.

No caso do crescimento exponencial dos afastamentos por problemas como ansiedade e depressão, os números revelam que os empregos como bancários e professores, categorias que enfrentam os maiores casos por esse tipo afastamento, estão submetidos a jornadas extenuantes e metas impossíveis de serem atingidas.

Ataque aos direitos e conquistas

Esses números são o resultado direto dos recentes ataques aos direitos dos trabalhadores brasileiros. Desde a aprovação da Reforma Trabalhista em 2017, houve o maior ataque da história contra a CLT, onde pontos fundamentais foram alterados nas leis trabalhistas, trazendo o trabalho intermitente, o trabalho em tempo parcial, a terceirização para atividades básicas com aumento da exploração e arrocho salarial, a exposição de trabalhadoras grávidas a ambientes de trabalho insalubres, e assim por diante.

Essa realidade é resultado direto da crise econômica internacional, onde a burguesia busca aumentar seus lucros retirando o pouco direito e proteção dos trabalhadores brasileiros, com aumento da jornada de trabalho, redução dos salários e da precarização das condições de trabalho.

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