Ricardo Machado

É dirigente do Sindicato dos Bancários de Brasília e ex-dirigente da CUT-DF. Integra a Coordenação dos Comitês de Luta do DF e Membro do Partido da Causa Operária (PCO)

Coluna

Eleição no Sindicato dos Bancários de Brasília

Em meio a essa crise, o Sindicato dos Bancários de Brasília tem tido uma atuação fundamental na luta dos bancários

Está marcada entre os dias 9 e 13 de março a eleição do quadriênio 2026/2029 para o Sindicato dos Bancários de Brasília, que se realizará em meio a uma enorme crise política e econômica dos países imperialistas, em especial do norte-americano, que tenta impor a sua política com métodos violentos e truculentos, por meio de invasões de países, na guerra de rapina e de destruição total do Estado e das nações estrangeiras, como, por exemplo, está acontecendo com os nossos irmãos latino-americanos na Venezuela, com o povo oprimido na Palestina etc.

Em meio a essa crise, o Sindicato dos Bancários de Brasília tem tido uma atuação fundamental na luta dos bancários e tem sido um ponto de apoio para a luta dos trabalhadores, classista e internacionalista, em relação às lutas dos povos oprimidos.

Além disso, o Sindicato teve um papel de destaque na luta contra o golpe; ou seja, desde os primeiros momentos esteve na linha de frente na denúncia da operação golpista que derrubou o governo eleito democraticamente da presidenta Dilma Rousseff e na denúncia da prisão de Lula, para colocar no seu lugar um governo que servisse integralmente aos interesses dos banqueiros e do imperialismo. Assim aconteceu no impeachment de Dilma Rousseff, entrando em seu lugar o vampiro Michel Temer, e, com a prisão de Lula e sua exclusão do processo eleitoral, a burguesia elegeu Jair Bolsonaro em 2018 para dar continuidade à política neoliberal de Michel Temer.

No processo eleitoral do Sindicato, já chama a atenção a crise da política da tal “oposição”, que se autointitula “Alternativa Bancária” (PCBR, PSOL, PSTU, UP, PCB) e que, no processo de inscrição de chapas, utilizando-se da política que tanto critica — a burocratização da atual direção do sindicato —, passou a rasteira nos representantes da “Oposição Bancária” do MNOB, excluindo-os do processo por motivos de disputa de cargos dentro da chapa.

A crise da “oposição” se confunde com a crise da direita golpista nos bancos e esses setores tornam-se apêndice dessa mesma direita dentro da categoria bancária, reproduzindo as mesmas palavras dos golpistas de que a atual direção do sindicato é “governista”, atacando a maior central sindical da América Latina (CUT). Além disso, são setores que apoiaram o golpe de 2016 por meio do “Fora Dilma” e, até hoje, apoiam a “Operação Lava Jato” do agente do imperialismo Sergio Moro.

Sempre é bom lembrar, claro, que esses setores não são alternativa a nada. Só aparecem em época de eleição e não defendem os interesses da categoria: é uma turma da “boquinha”, que persegue uma vaguinha na burocracia sindical. Esses setores que compõem a tal “Alternativa Bancária” nunca tiveram maior expressão no interior da categoria bancária. Na realidade, trata-se de um agrupamento absolutamente eleitoreiro, que aparece para a categoria somente nos períodos eleitorais, ou fazendo demagogia nas assembleias e nas campanhas salariais. As suas posições são um reflexo de uma política direitista que esse setor leva na categoria bancária com a política “ultraesquerdista”, que, no final das contas, favorece a direita mais reacionária.

Nós, da Corrente Sindical Nacional Causa Operária, Bancários em Luta, temos participado ativamente da luta na defesa democrática dos trabalhadores e de seus direitos contra a ofensiva reacionária dos banqueiros. Defendemos e praticamos a unidade da esquerda e das organizações de luta dos explorados, que vem impedindo — até o momento — que a direita saia vitoriosa e intensifique o retrocesso na vida dos bancários e de todos os trabalhadores. Os sindicatos são uma ferramenta fundamental dos trabalhadores contra o aumento da exploração capitalista e, neste momento, mais ainda: precisam atuar como uma frente de luta e unidade dos explorados contra a ofensiva da direita e na defesa dos interesses dos trabalhadores.

Bancário em Luta/PCO integra e apoia a chapa 1 como parte da luta no sentido de fazer avançar a luta dos bancários em um movimento classista no interior da categoria, em Brasília e em todo o País. Chamamos a militância classista de esquerda a cerrar fileiras no apoio a essa chapa.

No seu interior, vamos impulsionar um programa de luta que tenha como pontos centrais: estatização do sistema financeiro sob o controle dos trabalhadores; abaixo as demissões e a terceirização; reposição das perdas salariais; abaixo as reestruturações; salário vital de R$ 7.500; unidade da categoria, dentre outras.

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

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