O governo de “Israel” determinou a suspensão da transmissão televisiva, do sítio eletrônico e da plataforma YouTube da emissora libanesa Al Mayadeen por 90 dias.
O Ministro das Comunicações de “Israel”, Shlomo Karhi, anunciou a decisão no X (antigo Twitter) no final de domingo (25), afirmando que a proibição entra em vigor imediatamente. “A partir de hoje, a Al Mayadeen será bloqueada em Israel”, escreveu ele, acrescentando que as transmissões via satélite do canal também podem ser interrompidas, sujeitas à aprovação do ministro da Defesa.
Karhi disse que a medida foi aprovada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo seu governo. De acordo com o jornal israelense Haaretz, a proibição permanecerá em vigor por 90 dias.
A decisão segue mudanças legislativas recentes aprovadas pelo parlamento, que concedem ao ministro das comunicações poderes abrangentes para fechar veículos de imprensa estrangeiros, mesmo na ausência de um estado de emergência declarado.
Se o primeiro-ministro determinar que uma emissora estrangeira “prejudica a segurança do Estado” (com base em avaliações de segurança sigilosas), o governo pode ordenar a suspensão das transmissões.
As medidas incluem a interrupção de transmissões, o fechamento de escritórios, o confisco de equipamentos e o bloqueio de plataformas digitais.
Autoridades israelenses justificaram o banimento alegando que a Al Mayadeen é “hostil” a “Israel” e ligada a aliados regionais que se opõem à política israelense. Na prática, a decisão reflete a crescente intolerância de “Israel” em relação a veículos que desafiam a propaganda oficial sobre a guerra em Gaza.
A Al Mayadeen tem fornecido uma cobertura extensa da ofensiva militar de “Israel” na Faixa de Gaza desde 7 de outubro, relatando baixas civis em massa, destruição de infraestrutura e o que organizações de direitos humanos condenaram como crimes de guerra. A rede também documentou violações de cessar-fogo por parte de “Israel” e a escalada de incursões militares na Cisjordânia ocupada.
Em novembro de 2023, o gabinete de segurança política de “Israel” já havia aprovado a suspensão das operações da Al Mayadeen na Palestina ocupada. A proibição foi renovada em agosto de 2024, utilizando a mesma justificativa.





