Em um novo capítulo de sua guerra contra o povo brasileiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central oficializou, nesta quarta-feira (28), a manutenção da taxa Selic no patamar estratosférico de 15% ao ano. A decisão, tomada por unanimidade em Brasília, mantém o Brasil no topo do ranking mundial de juros reais.
O anúncio ocorre em um cenário de clara pressão política. Horas antes da divulgação oficial, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou o índice como um “absurdo” que serve apenas para engordar o bolso de especuladores enquanto explode a dívida pública brasileira.
Com a Selic estacionada em 15% — o maior nível desde 2006 —, o Banco Central ignora os sinais de moderação da inflação para seguir com uma política de “terra arrasada. Ao alegar a necessidade de “convergência à meta”, a autarquia liderada por Gabriel Galípolo estrangula o crédito, encarece o investimento produtivo e penaliza diretamente a população mais pobre, que vê o custo de vida subir enquanto o emprego foge.
A justificativa técnica do Copom é a de sempre: a “incerteza externa” e a “resiliência do mercado de trabalho”. Na prática, o BC admite que pune o trabalhador por ter emprego e pune o país por não se curvar totalmente aos ditames do mercado financeiro internacional.
Para tentar aplacar a fúria do governo e dos setores produtivos, o Comitê sinalizou uma “possível” flexibilização para a próxima reunião, em março. No entanto, o mercado financeiro — o verdadeiro patrão do BC — já se divide: enquanto alguns otimistas falam em um corte de 0,50 ponto percentual, a ala mais conservadora já trabalha para que a redução seja uma “esmola” de apenas 0,25 ponto.



