Genocídio na Palestina

‘Israel’ quer criar campo de concentração no sul de Gaza

Reuters citou declarações de general da reserva sobre estrutura vigiada em Rafá, com controle por biometria e checkpoints

“Israel” teria preparado terreno no sul da Faixa de Gaza para construir um campo de concentração sob vigilância permanente, de acordo com reportagem da Reuters publicada em 28 de janeiro. A agência baseia-se em declarações do general da reserva Amir Avivi, que assessora estruturas ligadas ao aparato militar e é fundador de um fórum de reservistas.

Segundo Avivi, a estrutura seria erguida em Rafá, área destruída por bombardeios sionistas, com escombros removidos por tratores. A proposta, conforme descrita, serviria para concentrar palestinos em um espaço controlado, com entrada e saída monitoradas.

A Reuters registrou que Avivi vinculou o projeto a um cenário em que palestinos seriam direcionados a deixar Gaza e atravessar para o Egito, ao mesmo tempo em que mencionou que a estrutura também poderia abrigar aqueles que pretendam permanecer. O general não fala oficialmente pelo Exército, mas foi descrito como influente por atuar em uma entidade que reúne milhares de reservistas.

A proposta tem relação com uma “reabertura limitada” da passagem de Rafá com o Egito, tratada como parte de um plano de 20 pontos apresentado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para a Faixa de Gaza. “Israel” busca garantir que mais palestinos saiam de Gaza do que os que seriam autorizados a entrar, conforme relato anterior da Reuters.

A agência recorda que, logo após o início da invasão em outubro de 2023, o Ministério de Inteligência de “Israel” propôs expulsar os 2,3 milhões de habitantes da Faixa sob justificativas apresentadas como humanitárias. Desde então, a destruição sistemática do território deixou amplas áreas inabitáveis, empurrando a população para zonas reduzidas.

Avivi descreveu o futuro campo como um grande complexo “organizado”, com controle por pontos de verificação (checkpoints) e reconhecimento facial biométrico. Ele também afirmou que o aparato militar estaria pronto para retomar operações em grande escala, incluindo ataques à Cidade de Gaza, sob a farsa de “desarmar o Hamas”.

Ataques desde o cessar-fogo causaram centenas de assassinatos adicionais. Segundo autoridades de saúde em Gaza, ao menos 71 mil palestinos foram assassinados desde o início desta etapa do genocídio, além de milhares de desaparecidos sob escombros.

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