O governo russo informou que as autoridades norte-americanas libertaram dois marinheiros russos que estavam detidos desde o sequestro do petroleiro de bandeira russa Marinera (ex-Bella 1), tomado em 7 de janeiro no Atlântico Norte. A confirmação foi feita na quarta-feira (28) por Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, ao declarar que “os dois marinheiros foram libertados e estão a caminho de volta à Rússia”.
Os EUA justificaram o ataque e o roubo da embarcação como parte da aplicação de sanções contra o petróleo da Venezuela, acusando o navio, fretado por um comerciante privado, de supostamente violar restrições impostas pelo país. A tripulação do Marinera era de 28 pessoas, composta por seis georgianos, 17 ucranianos, três indianos e dois russos.
Moscou classificou o sequestro do navio e a prisão dos marinheiros como agressão e exigiu a libertação dos tripulantes, apontando violação grave do direito marítimo internacional. O episódio teve declarações desencontradas ao longo do mês: dois dias após o sequestro, chegou a ser dito que os russos teriam sido soltos por ordem do presidente Donald Trump, mas a própria Rússia depois esclareceu que os marinheiros seguiam sob custódia, afirmando esperar uma solução próxima.
Nas últimas semanas, os EUA sequestraram ao menos sete petroleiros que alegam estar relacionados a violações de sanções. Ao mesmo tempo, Washington prepara uma licença geral para afrouxar parte das medidas, após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e a abertura de tratativas políticas com Delcy Rodríguez.


