A Amazon demitiu cerca de 16.000 funcionários corporativos nesta quarta-feira (28), em mais uma rodada de cortes no quadro de pessoal. Em outubro, a empresa já havia desligado 14.000 trabalhadores, em um processo de redução que vinha sendo sinalizado desde o ano passado.
As demissões ocorrem mesmo com resultados financeiros positivos. No balanço do 3º trimestre de 2025, a empresa registrou lucro de US$21,2 bilhões, 38% acima do mesmo período de 2024. Ainda assim, a Amazon informou que busca reorganizar despesas e direcionar recursos para investimentos em inteligência artificial.
A empresa justificou os desligamentos como parte de um esforço para “fortalecer a organização”, reduzindo burocracia e ampliando a responsabilidade individual nas equipes. Segundo a própria Amazon, os cortes desta etapa atingem exclusivamente trabalhadores do segmento corporativo.
Em comunicado interno, a vice-presidente sênior de Pessoas, Experiência e Tecnologia, Beth Galetti, afirmou não esperar que demissões em intervalos curtos se tornem padrão, mas indicou que revisões continuarão ocorrendo conforme as áreas avaliem estrutura e capacidade. Ela escreveu que cada equipe seguirá reavaliando “responsabilidade” e “velocidade” para inovar e fará “ajustes necessários”.





