O discurso de Claudio Lottenberg, publicado por Alex Solnik no Brasil247 nesta quarta-feira (28), é um documento do cinismo doentio que o sionismo representa. Esse senhor simplesmente ignora aquilo que milhões de vídeos mostraram, e mostram, nas redes sociais: a brutalidade, a selvageria, a maldade premeditada, o desprezo pela vida humana, a covardia de se atirar em crianças, o genocídio brutal de uma gente que luta pelo simples direito de viverem em suas terras.
Lottenberg, na verdade, suja a memória daqueles que pereceram sob a bota de ferro do nazismo. Aquelas pessoas JAMAIS aceitariam que fizessem com os palestinos aquilo que fizeram com elas. Para comprovar essa verdade incontornável, há diversos depoimentos de sobreviventes do Holocausto que repudiam veementemente esse crime monstruoso contra a humanidade.
Os sionistas são uma vergonha em todos os sentidos. Tiram proveito dos mortos para justificar mais mortes.
Lottenberg inicia seu discurso dizendo o seguinte: “Estamos reunidos, mais uma vez, não apenas para lembrar, mas para sentir, sentir o peso das vidas interrompidas, das famílias despedaçadas e das histórias arrancadas do tempo pela violência absoluta”. O que ela não poderia esperar, mas é o que acontece, é que quem o lê tem a impressão de que se fala da Palestina e de Gaza.
Quando esse elemento diz “e o fazemos com compromisso moral: lembrar para que jamais se repita.” O faz sob o olhar de reprovação de todos os sobreviventes e judeus conscientes de que é exatamente o que se passa: uma repetição.
As décadas e bilhões gastos em propaganda pelo governo israelense está liquidado. Ninguém lhes dá crédito. Tudo o que eles falam remetem ao que se passa com os palestinos, como no trecho que diz que “o Holocausto não aconteceu de forma súbita. Ele foi construído passo a passo, em meio à normalização do ódio, à destruição das instituições democráticas e à indiferença de sociedades que preferiram não enxergar”.
É isso. O genocídio palestino começou aos poucos, mas de forma sistemática: Deir Yassin, Tantura, Sabra e Chatila foram se somando à destruição de casas, vilas. Mas não houve indiferença das sociedades, houve conivência. Ainda há, pois, na Europa “civilizada”, quem protesta contra o genocídio vai preso.
Para Lottenberg, infelizmente, quando ele diz que “o dia de hoje só ampliou esse acesso à informação. A transparência é total mesmo que alguns queiram ocultá-la interrompendo as transmissões da internet”, sua mensagem cai no vazio. O acesso à informação condena os sionistas; por isso, lutam pela censura nas redes.
É claro que Lottenberg precisa reclamar da interrupção das transmissões da internet, foi assim que o governo iraniano bloqueou a comunicação de “Israel” com os agentes infiltrados do Mossad e controlou rapidamente a situação e os prendeu.
Desde o início da Operação Dilúvio de Al-Aqsa tem se popularizado uma frase: toda acusação de um sionista é uma confissão. Por isso faz sentido a frase “assistimos guerras em tempo real. Sabemos quem oprime, quem financia, quem arma e quem se beneficia do caos. Presenciamos de maneira direta a política das narrativas”. Sim, sabemos.
Também é sabido que “o extremismo contemporâneo não é movido por valores. É movido por dinheiro”. E essa verdade veio a público com os distúrbios no Irã quando autoridades americanas e israelenses confessaram ter terroristas financiados no terreno.
A pergunta “Por que tragédias humanitárias devastadoras, como as da Síria ou de partes da África, não mobilizam o mundo com a mesma intensidade?” É fácil de responder: porque a grande imprensa acoberta. Na África, por exemplo, o mundo “democrático” destruiu a Líbia, mais um crime contra a humanidade. Portanto, é melhor que não se fale muito sobre o assunto.
Lottenberg perguta: “Por que regimes que massacram seus próprios povos são tratados com tolerância, enquanto a condenação se concentra quase exclusivamente quando Israel se defende de organizações terroristas?” Deveria perguntar ao governo israelense por que manda a polícia espancar os judeus que se opõem ao genocídio em Gaza. Quanto a “Israel” se defender de terroristas, ninguém leva isso a sério. Essa desculpa está morta.
Tentando desviar o foco, o orador acusa a Venezuela de massacrar os direito humanos de seus cidadãos. E pergunta: Por que o Irã oprime e reprime suas minorias e, particularmente as mulheres, alimentando o ódio ao financiar o terrorismo e o mundo se cala?” Mais uma vez, a confissão. São os sionistas que estão trucidando mulheres em Gaza e financiando terrorismo.
Em mais uma confissão, Lottenberg diz que “ignorar o terrorismo, seus financiadores e a instrumentalização de civis não é humanismo. É distorção moral.” Sim, é isso mesmo, o sionismo, além de tudo é imoral.
Apesar de tudo, é preciso dar crédito a Claudio Lottenberg, ele tem um ótimo senso humor. É impossível não gargalhar no trecho que diz que “Israel é hoje um farol para o mundo democrático e para a sociedade livre, sendo a única democracia do Oriente Médio que como todas elas têm seus defeitos e suas qualidades, mas é uma democracia”.
Woody Allen que se cuide, a concorrência chegou agora a outro patar.
A verdade é que Claudio Lottenberg errou, deveria ter ficado em silêncio. Ou, talvez, devesse restringir seu discurso ao período da Segunda Guerra. Nos dias hoje, tudo condena o sionismo. Neste exato momento há invasores de terras humilhando e agredindo palestinos em suas terras. Há soldados nos postos de controle apontando suas armas para mulheres e crianças. O governo sionista acaba de jurar que não haverá um Estado Palestino.
Claudio Lottenberg não tem o direito, nem moral, para falar em nome das vítimas do Holocausto, não passa de um aproveitador que seguramente envergonharia os que sofreram nas mãos do nazismo.




