Nesta quarta-feira (28), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli autorizou a abertura de inquérito da Polícia Federal para apurar a suposta ação de influenciadores nas redes sociais em defesa do Banco Master com ataques ao Banco Central e também contra autoridades que são contrárias aos interesses dessa instituição de Daniel Vorcaro.
Segundo o Estadão, a Polícia Federal teria identificado a existência de uma campanha difamatória contra o Banco Central e ataques virtuais orquestrados. “No final do ano, várias contas de influenciadores na internet publicaram conteúdos colocando em dúvida a credibilidade do Banco Central no processo”, aponta o jornal.
“O caso começou a ser exposto a partir de um vídeo publicado pelo vereador Rony Gabriel (PL-RS), de Erechim, que diz ter recebido uma proposta intitulada ‘projeto DV’, as iniciais de Daniel Vorcaro, para publicar conteúdo em defesa da instituição. Segundo ele, deveriam ser produzidos vídeos para seus perfis nas redes sociais para ‘dizer que o Banco Master era uma vítima do Banco Central’.” Publicou o Estadão.
Segundo a Gazeta do Povo, produtores de conteúdo afirmam que foram abordados para divulgar a versão de que a liquidação teria sido “precipitada”. O jornal aponta que a polícia apura se, ao menos, 46 perfis foram acionados para atacar o Banco Central com o argumento de erro técnico, numa tentativa de pressionar instituições de controle.
Essa investigação também seguirá sob o controle do STF e terá o mesmo padrão adotado em ações relacionadas ao Banco Master que já correm na Suprema Corte, que é de sigilo. Em petição apresentada ao Supremo, a defesa de Daniel Vorcaro negou qualquer envolvimento do empresário com as ações realizadas nas redes sociais.
Em relação ao ministro do Supremo, na semana passada o jornal Metrópoles, revelou que Toffoli é apontado por funcionários como dono de um resort no interior do Paraná. O empreendimento foi financiado, em parte, por um fundo ligado ao Banco Master. Outro ministro, Alexandre de Moraes, também tem relação com Master. Em dezembro, o jornal O Globo revelou que a esposa do ministro, a advogada Viviane Barci, fechou um contrato de R$ 129 milhões com o banco.
Na última terça-feira (27), o jornal Metrópoles publicou uma matéria apontando que o escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça do atual governo brasileiro, Ricardo Lewandowski, teria recebido mais de R$ 5 milhões do Banco Master por serviços de consultoria. De acordo com informações do portal, o contrato previa o pagamento de R$ 250 mil mensais.




