O Banco Mundial aprovou um financiamento de 350 milhões de dólares ao Líbano, conforme comunicado divulgado em 27 de janeiro. A liberação foi dividida em dois projetos: um voltado à ampliação de rede de assistência social (200 milhões) e outro destinado a iniciativas de digitalização e infraestrutura de dados do Estado (150 milhões).
No comunicado, o banco afirma que o país vive “recuperação frágil” após crises sucessivas e que a verba buscaria atender demandas sociais urgentes, melhorar a prestação de serviços e impulsionar medidas ligadas à inclusão econômica e à transformação digital.
O projeto de assistência social prevê apoio a transferências em dinheiro e a expansão de estruturas do sistema de proteção social. O Banco Mundial menciona reforço da plataforma DAEM, vinculada ao programa AMAN, com a intenção de transformá-la em registro social mais amplo, com inscrição e recertificação periódicas e maior participação do orçamento interno.
Já o projeto digital inclui hospedagem segura para dados governamentais, fortalecimento de marcos legais e institucionais e treinamento de equipes para implantação e operação de sistemas. O banco afirma que pretende iniciar a digitalização de serviços considerados prioritários e ampliar medidas de cibersegurança.
Trata-se de um mecanismo frequentemente utilizado pelo imperialismo para controlar os países atrasados. Sob pretexto de ajuda financeira, cria dividas milionárias cujos pagamentos são condicionados à aplicação de políticas neoliberais que aprofundam ainda mais a destruição do país.





